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Ministro da Educação brasileiro nega ter comprado silêncio de senador

Ministro da Educação brasileiro nega ter comprado silêncio de senador

O ministro da Educação do Brasil, Aloízio Mercadante, negou ter comprado o silêncio do senador do Partido dos Trabalhadores Delcídio do Amaral, e que apenas tentou ajudá-lo, aconselhando-o a falar com consultores do Senado.

"Não tenho nada a ver com a delação do Delcídio. A minha preocupação é zero", afirmou.

Delcídio do Amaral afirmou que o ministro da Educação do Brasil, um dos ministros mais próximos da Presidente brasileira, Dilma Rousseff, lhe ofereceu dinheiro para que não prestasse informações à operação anti-corrupção Lava Jato.

As declarações constam no quinto termo de depoimento da prestação de informações em troca de possível redução de pena, entre o Ministério Público e Delcídio, que foi homologado hoje pelo Supremo Tribunal Federal do Brasil.

Segundo o senador, o seu assessor, Eduardo Marzagão, foi contatado inicialmente por uma assessora de Mercadante e participou em algumas reuniões com o ministro nas quais ele teria feito tais propostas.

Sobre as dificuldades financeiras enfrentadas pela família do senador após a sua prisão, Mercadante teria dito que o pagamento de advogados poderia ser solucionado provavelmente através de uma empresa ligada ao PT.

Numa conferência de imprensa hoje em Brasília, o responsável da pasta da Educação falou em "má-fé de um gesto de solidariedade que teve", quando viu uma "campanha brutal na Internet contra as filhas" do senador do PT, o que o sensibilizou, e por isso tentou ajudá-lo.

"A minha questão é política e pessoal. Ele tenta ao longo da conversa me induzir a uma defesa jurídica", referiu, frisando que disse que não era advogado e que não tinha como se meter no assunto.

O responsável político esclareceu que, "como ele [Delcídio] era um senador, achava que haveria a possibilidade de construção de uma tese jurídica", por isso sugeriu que ele procurasse um "consultor jurídico do Senado".

Contudo, frisou, ele próprio não falou com nenhum ministro do Supremo sobre isso.

"Há uma tentativa de entrar no tema de apoio financeiro. Eu deixo muito claro que não fiz nem uma proposta de ajuda financeira", frisou.

Aloízio Mercadante contou aos jornalistas que referiu coisas que não foram transcritas na delação divulgada, dando o exemplo da seguinte frase: "só dá para fazer a coisa na legalidade, com transparência, com consistência, porque senão não vai prosperar".

Aos jornalistas, o ministro mostrou-se disponível para prestar todas as declarações necessárias e respondeu que vai continuar no governo até que a Presidente Dilma Rousseff lhe continue a oferecer confiança política.

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