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Ministros detidos pela junta militar no Mali iniciam greve de fome

Ministros detidos pela junta militar no Mali iniciam greve de fome

O irmão de um dos ministros que permanecem detidos pelo junta militar que assumiu o poder no Mali na quarta-feira disse que 14 pessoas, incluindo o seu familiar, iniciaram uma greve de fome.

Tiegoum Boubeye Maiga referiu que a greve de fome foi iniciada em protesto pela sua detenção. Maiga é o irmão de Soumeylou Boubeye Maiga, ministro dos Negócios Estrangeiros do governo deposto pelo golpe militar.

Tiegoum Maiga revelou que entre os detidos que acompanham o seu irmão estão o ministro da Justiça, o ministro do Interior, o presidente da câmara municipal de Bamako e um antigo primeiro-ministro, Modibo Sidibe.

Ainda este domingo, a França exortou o chefe dos militares revoltosos no Mali -- o capitão Amadou Sanogo, com formação militar nos Estados Unidos que liderou os militares que ocuparam o palácio presidencial na noite de quarta-feira -- ao "regresso à ordem constitucional", a "respeitarem o calendário eleitoral" e a abrirem "rapidamente as fronteiras", declarou o ministro da Cooperação, Henri de Raincourt.

O líder da junta "registou" estes pedidos mas, "de facto, o capitão ainda não respondeu", acrescentou o ministro durante o programa televisivo Internationales (RFI, TV5Monde, Le Monde), antes de precisar que Paris ainda não conseguiu contactar com o Presidente deposto Amadou Toumani Touré.

No terreno, referiu ainda a agência noticiosa Efe, a situação parecia longe de regressar à normalidade, e na véspera do 21º aniversário da instauração da democracia no país.

Apenas algum comércio e estações de serviço permaneciam em funcionamento, enquanto continuavam a rarear os transportes públicos e os serviços públicos permaneciam paralisados.

Isolado internacionalmente e com uma incerta evolução interna, o Mali parece não estar em condições de celebrar de forma efusiva o 21º aniversário do regresso da democracia, assinala ainda a Efe.