Covid-19

"Miseráveis": Maduro condena exclusão da Venezuela da lista de doação de vacinas dos EUA

"Miseráveis": Maduro condena exclusão da Venezuela da lista de doação de vacinas dos EUA

Maduro condenou a decisão dos Estados Unidos de excluir a Venezuela da listagem de países da região para os quais Washington vai doar vacinas contra a covid-19.

"São uns miseráveis, odeiam-nos, mas a Venezuela vai ter as suas vacinas", disse Nicolás Maduro, na quinta-feira.

Maduro afirmou que os EUA mantêm "uma perseguição horrível e miserável" contra a Venezuela, "para que as vacinas não cheguem" ao país.

"O Governo de [Presidente norte-americano] Joe Biden vai doar vacinas aos povos do mundo, mas não à Venezuela (...) têm sentimentos baixos e miseráveis contra o país, porque somos rebeldes e somos bolivarianos e assim continuaremos", disse.

Na quinta-feira, Biden anunciou que os EUA vão doar 80 milhões de vacinas, dois terços das quais para serem distribuídas a países da América Latina e das Caraíbas, através do Fundo de Acesso Global para Vacinas Covid-19 (Covax).

"Partilhamos essas doses, não para obter favores ou concessões. Partilhamos essas vacinas para salvar vidas", de acordo com um comunicado divulgado pela Casa Branca.

No mesmo dia, o embaixador dos EUA na Venezuela, James Story, anunciou que Caracas ia ser excluída da listagem de países que receberam as vacinas doadas, devido "à falta de transparência" do Governo de Maduro sobre a vacinação local.

PUB

"Isso não quer dizer que jamais ou nunca teremos vacinas para a Venezuela. Apenas que nesta primeira ronda a Venezuela não entra nesta lista porque falta transparência na entrega das vacinas para as pessoas que necessitam", afirmou, num vídeo divulgado online.

O representante diplomático sublinhou que "é preciso ter um sistema transparente de aplicação da vacina", que "não deve depender do Cartão da Pátria [associado ao Partido Socialista Unido da Venezuela, no poder], nem de ser amigo de um conectado ou que trabalhe com o regime".

"Não devia depender de uma posição política, mas sim da necessidade que cada pessoa tem", afirmou.

Desde março de 2020 que a Venezuela está em quarentena preventiva e atualmente segue um sistema de sete dias de flexibilização seguidos de sete dias de confinamento rigoroso.

À imprensa local, a Venezuela deu conta da chegada, até agora, de pelo menos dois milhões de vacinas da chinesa Sinopharm e da russa Sputnik V.

De acordo com a Federação Médica Venezuelana, são necessárias 40 milhões de doses de vacinas.

Entretanto, Caracas anunciou ter adquirido mais de 11 milhões de vacinas contra a covid-19, através da plataforma Covax.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG