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Misericórdias disponíveis para acolher parte significativa dos refugiados

Misericórdias disponíveis para acolher parte significativa dos refugiados

O presidente da União das Misericórdias Portuguesas, Manuel de Lemos, disse esta quinta-feira que as misericórdias estão em condições para acolher grande parte dos refugiados que vão ser enviados para Portugal.

"Eu diria que nós estamos em condição de acolher uma boa parte, não queria quantificar em números, dessas famílias que os governos e a União Europeia entendam enviar para Portugal", disse aos jornalistas Manuel de Lemos, à margem da cerimónia da condecoração da Confederação Internacional das Misericórdias ao primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho.

O presidente da UMP adiantou que, neste momento, está a ser feito um levantamento da disponibilidade de cada instituição, mas sublinhou que as misericórdias vão "contribuir decisivamente para acolher" os refugiados que vão chegar a Portugal.

O mesmo responsável afirmou que na próxima semana a UMP já terá números definitos sobre o acolhimento por parte das misericórdias.

Manuel de Lemos sublinhou ainda que "a questão financeira não foi objeto de preocupação" das misericórdias.

"A questão financeira, devo dizer que não foi objeto da minha preocupação. Pusemos as pessoas à frente do dinheiro. Veremos como isso se faz, o dinheiro sempre se arranja", disse Manuel de Lemos.

Segundo anunciou na quarta-feira o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, Portugal vai receber 3.074 refugiados, segundo a recolocação de mais 120 mil pessoas por todos os Estados-membros.

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Segundo os números divulgados, Portugal vai acolher 400 refugiados que se encontram atualmente em Itália, mais 1.291 que estão na Grécia e 1.383 que chegaram à Hungria.

A ministra da Administração Interna, Anabela Rodrigues, avançou que os primeiros refugiados podem começar a ser acolhidos em Portugal em outubro.

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