Egito

Misterioso sarcófago com dois mil anos finalmente aberto

Misterioso sarcófago com dois mil anos finalmente aberto

A especulação e o mistério em torno do milenar túmulo de granito preto, encontrado na cidade egípcia de Alexandria, no início do mês, foram dissipados, agora que o sarcófago foi finalmente aberto.

O túmulo, encontrado ao lado de uma cabeça branca de alabastro (rocha semelhante a mármore), que os investigadores acreditavam ser o busto do homem enterrado, foi analisado por especialistas do Ministério das Antiguidades, responsável pela conservação e regulamentação de todos os objetos antigos e das escavações arqueológicas realizadas no país.

O Governo egípcio divulgou, esta quinta-feira, imagens dos trabalhos dos arqueólogos antes e depois de lograrem abrir o sarcófago que, no seu interior, continha água suja e três esqueletos, de acordo com fonte oficial. Segundo o Ministério, a água, provavelmente proveniente de esgotos, terá acelerado o processo de decomposição das múmias, deixando apenas os seus esqueletos.

Selado há cerca de dois mil anos, protegido por uma camada de argamassa entre a tampa e o caixão de pedra, o túmulo estava localizado a quase cinco metros de profundidade e media 1,85 metros de altura, 2,65 de comprimento e 1,65 de largura.

Os esqueletos serão retirados do local e enviados para o Museu Nacional de Alexandria, informou o Ministério. O sarcófago também será removido do local, assim que for reparado.

Os corpos enterrados no túmulo pertenceriam a soldados. Um deles teria uma ferida, presumivelmente provocada por uma flecha, concluíram os especialistas. Até agora, nada indica que um dos cadáveres pertença ao legendário rei da Macedónia Alexandre Magno, que se acredita ter sido enterrado em Alexandria, deitando por terra as especulações que entretanto surgiram.

Ao longo de centenas de anos, arqueólogos e exploradores de todo o mundo têm tentado, sem êxito, encontrar a tumba de Alexandre, o Grande. O arqueólogo egípcio Zahi Hawass, que esteve a trabalhar na análise do túmulo agora aberto, disse, em entrevista ao britânico "The Telegraph", que "a descoberta do túmulo demonstra que um dia, quando se estiver a demolir uma vila ou uma casa, se pode encontrar a tumba de Alexandre".