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Momento inspirador de um judeu e um muçulmano a orar em conjunto

Momento inspirador de um judeu e um muçulmano a orar em conjunto

É um momento inspirador no meio de uma crise provocada pelo novo coronavírus. No sul de Israel, dois paramédicos, um judeu e o outro muçulmano, em trabalho, fizeram uma pausa em conjunto. Cada um rezou a oração da sua religião. Lado a lado.

Quase que não havia tempo para pausas. Avraham Mintz e Zoher Abu Jama, dois paramédicos em Israel, acabaram de atender uma mulher de 41 anos com dificuldades respiratórias, em Be'er Sheva. Antes já tinham respondido a várias chamadas e teriam muitas mais pela frente.

Quando o relógio se aproximava das seis da tarde, Mintz e Abu Jama perceberam que talvez fosse o único intervalo do turno. Os dois membros do Magen David Adom (MDA), serviço de resposta a emergências de Israel, fizeram uma pausa para orar. Mintz, um judeu religioso, virou-se para Jerusalém com o seu xaile de oração branco e preto pendurado nos ombros. Abu Jama, muçulmano, ajoelhou-se diante de Meca no tapete de oração.

Para os dois paramédicos, que habitualmente trabalham juntos duas ou três vezes por semana, a oração conjunta não era novidade. Para muitos outros era uma imagem inspiradora no meio da pandemia global do novo coronavírus. Segundo a cadeia de televisão americana, CNN, uma foto dos dois homens tirada por um colega de trabalho rapidamente se tornou viral, conquistando milhares de "gostos" nas redes sociais. Um utilizador respondeu no Instagram: "Tenho orgulho de todos os serviços de resgate, não importa de que comunidade ou religião". No Twitter, outro utilizador disse: "Uma luta! Uma vitória! Vamos-nos unir".

"O facto de ser simples torna o momento tão poderoso. Acredito que Zoher e eu e a maioria do mundo entendemos que temos que levantar a cabeça e orar. Isso é tudo o que resta", disse Mintz à CNN. Pai de nove filhos, de 42 anos, mora em Be'er Sheva. Trabalha no MDA a tempo inteiro e treina voluntários.

Abu Jama, pai de sete filhos da cidade beduína de Rahat, nas proximidades, foi um desses voluntários. Deixou o emprego para ajudar o máximo possível, neste momento. "Em termos de crença e personalidade, acreditamos nas mesmas coisas e temos algo em comum", disse à CNN. "Acredito que ele é uma pessoa que dá e recebe e isso é importante".

Em Israel, as equipas da MDA atenderam 100 mil chamadas nos dias de pico, mais de 10 vezes o volume normal, de acordo com Zaki Heller, porta-voz da MDA.

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