Ucrânia

Moradores de Kherson fogem após ataques massivos

Moradores de Kherson fogem após ataques massivos

População ucraniana viu-se obrigada a abandonar a cidade que tem vivido, nas últimas semanas, sem acesso a água, luz ou aquecimento.

Filas de carros com quilómetros de comprimento foram este domingo observadas à saída de Kherson, cidade que a 9 de novembro se livrou das tropas invasoras e foi reconquistada pelos ucranianos. Pouco mais de duas semanas depois, a dificuldade em regressar à normalidade e os constantes ataques aéreos obrigaram centenas de moradores a fazerem as malas sem data de regresso.

Ainda que a libertação de Kherson tenha marcado uma conquista para o Exército de Kiev, desde que os militares de Moscovo se mudaram para a margem leste do rio Dnipro, os habitantes tentam sobreviver sem água e eletricidade, uma vez que da estadia russa, de cerca de oito meses, resultou na destruição de quase todas as centrais energéticas daquela região.

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Sem alternativa, e amedrontados pelos recentes ataques aéreos, os habitantes da cidade começaram a deixar as casas, o que já tinha sido antecipado por fontes governamentais na semana passada, comprometendo-se a conceder todos os meios necessários para garantir a sobrevivência dos cidadãos.

Russos podem estar de saída da central de Zaporíjia

Desde que a cidade voltou para as mãos dos ucranianos, os ataques aéreos russos já fizeram pelo menos 32 mortos em Kherson, sendo que ainda não é clara qual será a estratégia das tropas de Putin na região.

Apesar da escalada do conflito no Leste da Ucrânia, o Governo ucraniano anunciou ontem que o sistema energético do país foi estabilizado depois dos ataques que deixaram grande parte da Ucrânia sem acesso a energia. Também em Kiev, umas cidades que se estava numa situação mais crítica, "a eletricidade, a água, o aquecimento e as comunicações foram quase totalmente restabelecidos", informou a administração militar da cidade, no Telegram.

De Zaporíjia, surgiram os rumores de que as tropas russas se estariam a preparar para abandonar a central nuclear. Segundo Petro Kotin, diretor da Energoatom, a empresa pública de energia nuclear na Ucrânia, as forças inimigas pareciam estar, no dia de ontem, "a preparar-se para sair" do complexo, que na última semanas foi alvo de novos bombardeamentos.

O responsável assinalou, citado pela agência Reuters, que "há um grande número de reportagens na comunicação social russa a referir que valeria a pena desocupar a central, e que talvez valha a pena entregar o controlo à Agência Internacional de Energia Atómica".

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