Brasil

Moro tira cinco dias de licença no rescaldo da divulgação de mensagens sobre Lava Jato

Moro tira cinco dias de licença no rescaldo da divulgação de mensagens sobre Lava Jato

O ministro da Justiça e Segurança Pública do Brasil, Sérgio Moro, vai tirar uma licença de cinco dias na próxima semana. O afastamento acontece no rescaldo da divulgação de mensagens que colocam em causa a imparcialidade do ex-juiz e revelam irregularidades na operação Lava Jato, que terão prejudicado Lula da Silva.

De acordo com despacho publicado esta segunda-feira no Diário Oficial da União (equivalente ao Diário da República português), a licença temporária de Moro, entre segunda e sexta-feira da semana que vem, servirá para "tratar de assuntos particulares", cita o jornal "Folha de S. Paulo".

O gabinete de imprensa do ministério tutelado por Sergio Moro informou que o ministro entrará de férias passados seis meses de ter entrado no governo de Bolsonaro. Como o período de tempo necessário ainda não passou, uma vez que Moro começou funções em janeiro, o ex-juiz optou por uma licença não remunerada. Durante a ausência de Moro, será Luiz Pontel a assumir interinamente a pasta.

Moro está debaixo do fogo desde o início de junho, quando o site "The Intercept Brasil" publicou uma série de mensagens atribuídas ao próprio e ao procurador Deltan Dallagnol, que indicam, alegadamente, interferência do então juiz na atuação do Ministério Público Federal no que diz respeito às investigações da Operação Lava Jato, que envolve o ex-presidente Lula da Silva.

PUB

Segundo a investigação jornalística, o ex-juiz Sérgio Moro sugeriu ao procurador que alterasse a ordem das fases da operação Lava Jato, deu conselhos, indicou caminhos de investigação e orientou os promotores encarregados do caso, ajudando a acusação e violando a legislação brasileira que exige imparcialidade aos juízes

Moro diz não reconhecer a autenticidade das mensagens obtidas e divulgadas pelo site e nega ter cometido ilegalidades na condução da operação, que levou à condenação por corrupção do antigo dirigente dos Trabalhadores.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG