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Moscovo diz que novas sanções ameaçam cooperação em matéria de segurança

Moscovo diz que novas sanções ameaçam cooperação em matéria de segurança

O ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia disse este sábado que as novas sanções da União Europeia a altos responsáveis russos por causa da intervenção na Ucrânia arriscam acabar com a cooperação em matéria de segurança entre os dois blocos.

"Para falar claramente" a União Europeia "pôs em perigo a cooperação internacional no domínio da segurança", disse o ministério dos Negócios Estrangeiros numa resposta à decisão da União Europeia de aplicar sanções a mais 15 personalidades e 18 instituições e empresas russas.

"A lista adicional de sanções é uma prova clara de que os países da União Europeia escolheram o caminho do retrocesso na cooperação com a Rússia em matéria de segurança regional e internacional", disse Moscovo.

Citando o agravar da situação no Afeganistão, Médio Oriente e norte de África, a diplomacia russa considerou as sanções "irresponsáveis", acrescentando que o efeito das penalizações será "recebido entusiasticamente pelo terrorismo internacional".

A União Europeia (UE) anunciou hoje sanções aos chefes dos serviços de informação e a vários responsáveis do conselho de segurança russo pelo seu envolvimento na crise ucraniana, segundo o jornal oficial da UE.

Na lista dos visados pelo congelamento de bens e proibição de viajar para o espaço europeu figuram o chefe do Serviço Federal de Segurança, Nikolai Bortnikov, e o chefe dos serviços de segurança, Mikhail Fradkov, além do presidente da Tchetchénia, Ramzan Kadyrov.

A União Europeia eleva assim a lista de sanções à Rússia para 87 pessoas e 20 instituições e empresas. Os responsáveis do Conselho de Segurança Russo são sancionados pelo seu contributo para "a elaboração da política do governo russo de ameaça à integridade territorial, à soberania e à independência da Ucrânia".

Ramzan Kadyrov é sancionado por ter feito "declarações a favor da anexação ilegal da Crimeia e da insurreição armada na Ucrânia".

Entre as instituições sancionadas, contam-se várias empresas com sede na Crimeia, península ucraniana anexada à Rússia em março, nomeadamente um grupo hoteleiro sedeado em Yalta.

Paralelamente, a União Europeia deverá adotar na próxima semana o mesmo tipo de sanções contra pessoas acusadas de "apoiar ativamente a anexação da Crimeia" ou a "destabilização do leste da Ucrânia"

A nova lista, que deverá estar fechada na próxima terça-feira, poderá incluir oligarcas próximos do presidente russo Vladimir Putin, indicaram fontes diplomáticas.

Os 28 afirmam-se prontos para na próxima semana adotarem fortes sanções económicas no domínio do acesso aos mercados financeiros, venda de armas, de tecnologias ligadas à energia e de bens de dupla utilização: civil e militar.

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