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Paraguai

Motoristas crucificam-se como forma de protesto

Motoristas crucificam-se como forma de protesto

Quatro motoristas paraguaios de autocarro estão, há 27 dias, presos a uma cruz como forma de protesto contra o despedimento a que foram sujeitos.

Esta ação reivindicativa foi tomada após o despedimento de oito trabalhadores que operavam na Linha 30 da cidade de Luque. Aos quatro que começaram o protesto, que começou há já 27 dias, juntaram-se agora os outros funcionários despedidos.

Em entrevista à BBC, Juan Villalba, um dos condutores crucificados, afirmou que os trabalhadores não vão ceder até que que os postos de trabalho sejam restituídos.

Acrescentou, ainda, que os "condutores estão fartos de serem explorados" depois de terem trabalhado anos sem receber quaisquer benefícios.

Do grupo faz, também, parte Maria Concepción Candia, esposa de Villalba, crucificada na passada semana. "Junto-me agora. Amanhã será outra mãe e, no dia a seguir, outra. Temos de defender os nossos direitos", disse, de acordo com o "Telegraph".

A empresa de transportes "Vanguardia S.A" propôs já a readmissão de cinco dos condutores, contudo, a proposta não foi aceite pelos trabalhadores. "Continuámos a exigir a reintegração de todos", frisou Villalba.

Enquanto as negociações com a empresa não chegam a uma solução definitiva, a saúde dos trabalhadores tem vindo a deteriorar-se.

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