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Movimento cívico brasileiro garante que não deixará os protestos

Movimento cívico brasileiro garante que não deixará os protestos

O Movimento Passe Livre, responsável por convocar os primeiros protestos contra o aumento nas tarifas do transporte no Brasil, voltou atrás e afirmou que não irá se retirar das manifestações, segundo comunicado do grupo.

"Ao longo de seus oito anos, o Movimento Passe Livre (MPL) nunca deixou de se organizar e sair às ruas e não vai ser agora que isso vai mudar", afirma a nota publicada na página oficial do movimento no Facebook.

No texto, o grupo afirma que os protestos levaram a uma grande conquista, o recuo dos governantes, que revogaram o aumento das passagens, mas que ainda há muitas lutas a serem feitas.

"Não estamos suspendendo os protestos. Sempre afirmamos que a luta contra o aumento ia continuar até a revogação. Agora que a tarifa baixou, vamos dar continuidade à luta pela tarifa zero", completam.

Na manhã de sexta-feira, após uma grande manifestação realizada em todo o país na quinta-feira à noite ter terminado em vandalismo em algumas capitais, integrantes do movimento haviam afirmado que o grupo estava a se retirar dos protestos.

O anúncio da volta do MPL pela tarifa zero gerou discussão nas redes sociais, com muitos brasileiros a ressaltar que a luta por melhores serviços de saúde e educação eram mais importantes do que conquistar o direito ao transporte gratuito.

Em Belo Horizonte, a estimativa final do protesto que chegou a gerar um início de enfrentamento com a polícia em frente ao estádio do Mineirão foi de 70 mil pessoas.

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Em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, uma manifestação pacífica reuniu em torno de 30 mil pessoas. Os participantes pediam melhores condições de vida e "justiça" para os responsáveis pelo incêndio na discoteca Kiss que matou mais de 200 jovens no início deste ano.

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