Religião

Muçulmanos nascidos na Índia "não precisam de se preocupar" , diz primeiro-ministro

Muçulmanos nascidos na Índia "não precisam de se preocupar" , diz primeiro-ministro

O primeiro-ministro da Índia tentou este domingo tranquilizar os muçulmanos indianos face à preocupação provocada pela nova lei da cidadania, que desencadeou manifestações com pelo menos 25 mortos e colocou o seu governo nacionalista hindu sob pressão.

"Os muçulmanos que são filhos do solo indiano e cujos antepassados são as crianças da nossa pátria mãe não precisam de se preocupar", disse Narendra Modi num comício em Nova Deli, quando as manifestações contra a lei da cidadania continuam em várias cidades.

Os protestos começaram há 10 dias, sendo a lei considerada discriminatória em relação aos muçulmanos.

Aprovada a 11 de dezembro pelo parlamento, a lei facilita a obtenção da cidadania indiana pelos refugiados do Afeganistão, Bangladesh e Paquistão, desde que não sejam muçulmanos.

Modi acusou o principal partido da oposição indiana, o Partido do Congresso, de indulgência em relação à violência e de "espalhar rumores de que todos os muçulmanos serão enviados para campos de detenção".

"Todas estas histórias de campos de detenção são mentiras, mentiras, mentiras", insistiu.

Ainda que não diga respeito diretamente aos indianos de religião muçulmana -- 14% da população, ou seja, cerca de 200 milhões dos 1,3 mil milhões de habitantes -- a nova lei deu forma aos medos e raiva desta comunidade e desencadeou um dos mais vastos movimentos de contestação dos últimos anos no país.

As manifestações têm sido na sua maioria pacíficas, mas algumas degeneraram e foram lançadas pedras e incendiadas viaturas. A oposição criticou "uma repressão brutal" das forças de segurança.

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