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Mundo preocupado com mudança da embaixada dos EUA em Israel para Jerusalém

Mundo preocupado com mudança da embaixada dos EUA em Israel para Jerusalém

Reino Unido e Turquia foram os primeiros países a reagir à notícia de que Trump vai mudar a embaixada em Israel para Jerusalém. Rússia e China também expressaram preocupação.

O papa Francisco pediu respeito pelo estatuto de Jerusalém e "sabedoria e prudência", numa altura em que o Presidente dos Estados Unidos se preparara para reconhecer a cidade como capital de Israel.

O papa lembrou que "Jerusalém é uma cidade única, sagrada para judeus, cristãos e muçulmanos, que ali veneram locais sagrados para as suas respetivas religiões, e ela tem uma vocação especial para a paz".

O primeiro-ministro da Palestina, Rami Hamdallah, considera que o previsível reconhecimento dos Estados Unidos de Jerusalém como capital de Israel vai "destruir o processo de paz e a solução de dois Estados".

Rami Hamdallah disse que a mudança "vai aumentar os conflitos e a violência em toda a região" e exorta os diplomatas europeus a reconhecerem um Estado da Palestina nas terras ocupadas por Israel em 1967.

A Rússia está preocupada e teme uma "possível deterioração" da situação no Médio Oriente. "A situação não é fácil", disse Dmitri Peskov, porta-voz do Presidente Vladimir Putin, num encontro com jornalistas em Moscovo.

O Reino Unido "vê com preocupação" a intenção do presidente dos EUA, Donald Trump, revelou o ministro dos Negócios Estrangeiros britânico, Boris Johnson.

"Acreditamos que Jerusalém deveria, é claro, fazer parte de uma solução final (para o conflito) entre israelitas e palestiniano, uma solução negociada", insistiu, na chegada a uma reunião da NATO, em Bruxelas.

Boris Johnson disse ainda que o Reino Unido não pretende mudar a sua embaixada, num dia em que Donald Trump deverá anunciar que vai iniciar os preparativos para mudar a embaixada norte-americana de Telavive para Jerusalém.

China preocupada com "escalada de tensões"

A China também .já reagiu "Estamos preocupados com uma possível escalada de tensões", afirmou Geng Shuang, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês.

"Todas as partes envolvidas devem ter em mente a paz e estabilidade regionais, ter cautela nas ações e declarações, evitar minar a base para uma resolução da questão palestiniana e abster-se de gerar um novo confronto na região", afirmou Geng, em conferência de imprensa.

Antes, tinha sido a Turquia a comentar a intenção de Trump. "Na minha opinião, a decisão de mudar a embaixada dos Estados Unidos para Jerusalém pode agravar os conflitos entre Israel e a Palestina e entre as religiões", disse o primeiro-ministro turco, Binali Yldirim, de visita a Seu, durante uma conferência de imprensa em que estava presente o chefe do Executivo da Coreia do Sul, Lee Nak-yon.

"Creio que este é um assunto que deveria ser reconsiderado", acrescentou o primeiro-ministro turco.

De acordo com notícias publicadas na imprensa internacional, Donald Trump deve pronunciar-se às 13 horas (18 horas em Portugal continental) sobre o estatuto de Jerusalém.

Na terça-feira, o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, disse no Parlamento turco, em Ancara, que se Jerusalém for reconhecida por Washington como capital israelita, a Turquia convoca uma cimeira muçulmana que pode conduzir à rutura de relações diplomáticas com Israel.

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