Acusação

Mulher que acusa príncipe André de abuso sexual apresenta queixa em tribunal

Mulher que acusa príncipe André de abuso sexual apresenta queixa em tribunal

Uma mulher que alega ter sido levada dos EUA para Inglaterra, aos 17 anos, para ser forçada a ter sexo com o príncipe André, Duque de Iorque, interpôs uma ação cível num tribunal de Nova Iorque alegando ter sido abusada pelo terceiro filho da rainha de Inglaterra, Isabel II.

Virginia Giuffre, uma das testemunhas de acusação no processo que levou à condenação do predador sexual Jeffrey Epstein, afirma que foi abusada sexualmente pelo príncipe André em Londres e Nova Iorque, há duas décadas.

Segundo o processo, noticiado pela BBC, Virgina acusa André de a forçar a relações sexuais sem consentimento, sabendo que ela "era uma vítima de tráfico sexual". Uma conduta, diz, "extrema e revoltante" que "ainda hoje causa stress e danos psicológicos e emocionais significativos" a Virginia, atualmente com 38 anos.

"Há 20 anos, a riqueza, poder, posição social e ligações permitiram-lhe abusar de uma criança vulnerável e assustada sem ninguém perto para a proteger. Já é mais do que tempo para que seja responsabilizado", lê-se no documento da acusação, citado pela BBC.

"Neste país, nenhuma pessoa, quer seja presidente ou príncipe, está acima da lei e nenhuma pessoa, independentemente de quão frágil ou vulnerável é, pode ser privada da proteção que as leis conferem", diz ainda a acusação.

Em 2019, comentando as alegações de Virginia Giuffre, conhecida pelo apelido Roberts, quando era solteira, o príncipe André disse que "nunca aconteceram" os atos de que é acusado.

"Posso categórica e absolutamente dizer que nunca aconteceu. Não tenho qualquer recordação de algum dia ter conhecido esta senhora, nunca de modo algum", disse André em declarações à BBC, há cerca de dois anos, quando foi visado, a reboque das ligações com Jeffrey Epstein.

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"Continuo a lamentar profundamente e sem réstia de dúvidas o meu mau julgamento ao relacionar-me com Jeffrey Epstein", disse, mais tarde, André, em comunicado.

"O suicídio de Espstein deixou muitas questões por responder, particularmente para as vítimas. Simpatizo totalmente com quaisquer pessoas que tenham sido abusadas e que precisem de conforto para resolver este assunto", acrescentou o duque de Iorque.

O processo alega que o príncipe abusou sexualmente de Virginia na casa em Londres de Ghislaine Maxwell, alegada namorada de Epstein. A ação acusa ainda o filho de Isabel II de abusar daquela jovem na mansão de Epstein no Upper East Side, em Manhattan, e numa ilha particular que o mesmo tinha nas Ilhas Virgens Americanas.

Maxwell declarou-se inocente das acusações federais de conspirar com Epstein no abuso de quatro raparigas menores de idade. Começa a ser julgada em novembro.

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