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Mulheres impedidas de servir na Cimeira de Haia

Mulheres impedidas de servir na Cimeira de Haia

Os 53 líderes mundiais reunidos na Cimeira de Segurança Nuclear, em Haia, na Holanda, foram servidos durante o almoço apenas por empregados de mesa masculinos devidamente fardados de escuro. A empresa de "catering" responsável pelo serviço alegou que não convinha distrair os líderes, esquecendo-se que entre os 53 havia algumas mulheres.

A Holanda é um país liberal em vários domínios e, por isso, nas redes sociais foram muitos os protestos pelo facto de as mulheres terem sido impedidas de servir os 53 líderes.

Hans van der Linde, dono da empresa Protocolbureau, escolhida para o serviço, informou que, inicialmente, havia pensado em recorrer apenas a jovens empregadas de mesa, usando um vestido azul ajustado ao corpo. Contudo, a ideia foi recusada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros holandês.

Assim, para que os 53 líderes não se distraíssem com saias, foi decidido recorrer a empregados de mesa com cerca de 25 anos de idade, vestidos com um fato escuro e camisa branca. Contudo, o argumento perde peso quando se sabe que entre os líderes há mulheres - embora em número muito reduzido -, como, por exemplo, a primeira-ministra dinamarquesa, Helle Thorning-Schmidt, a presidente lituana, Dalia Grybauskaitê, e a primeira-ministra norueguesa, Erna Solberg.

A hipótese de recorrer a uma equipa mista também foi colocada de parte. "Se estiverem 20 homens a servir refeições, juntamente com três mulheres loiras, isso estraga a imagem que queremos passar", alegou der Linde.

Assim, as empregadas de mesa tiveram apenas trabalho servindo as mesas do resto das delegações dos 53 países.

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