George Soros

Multimilionário preocupado com ajuda informal do Facebook à reeleição de Trump

Multimilionário preocupado com ajuda informal do Facebook à reeleição de Trump

O multimilionário George Soros declarou-se "muito preocupado" com a "ajuda informal" que o Facebook está a dar ao Presidente norte-americano, para a reeleição em novembro.

"Penso que há uma espécie de operação informal de ajuda mútua ou de acordo entre (Donald) Trump e a Facebook", afirmou o filantropo de origem húngara, na tradicional refeição que oferece aos jornalistas que estão a cobrir o Fórum Económico Mundial, em Davos.

O acordo consiste, detalhou, em "a Facebook trabalha para eleger Trump e este para proteger a Facebook".

Este entendimento, disse Soros, "enche-o de preocupação quanto ao resultado da eleição de 2020".

O financeiro acusou, ainda, a Facebook de se guiar "apenas por um princípio, o de maximizar o seu lucro, independentemente do dano que isso possa causar ao mundo".

No seu discurso, Soros descreveu o Presidente dos EUA como "um fraudulento e um narcisista supremo, que quer que o mundo gire à sua volta".

Para Soros, Trump "transgrediu os limites impostos à Presidência pela Constituição", razão pela qual foi aberto contra si um processo para a sua destituição.

Por outro lado, Soros anunciou também que ia investir mil milhões de dólares (905 milhões de euros) numa rede de universidades, para mobilizar contra "os ditadores atuais e futuras" e contra as alterações climáticas.

"A sobrevivência das sociedades abertas está ameaçada e enfrentamos uma ameaça ainda maior: as alterações climáticas", disse aos jornalistas.

Soros qualificou este projeto, designado Open Society University Network, como "o mais importante da sua vida", explicando que todas as universidades podem participar.

Este financeiro deplorou que a China, os EUA e a Federação Russa estejam em mãos de "ditadores ou em vias disso" e que "as fileiras dos dirigentes autoritários estejam a aumentar".

Em particular, criticou Trump por ser "um escroque e um narcisista".

Soros considerou ainda que a Índia "teve o maior recuo", em termos políticos, acusando o primeiro-ministro, Narendra Modi, de ter criado "um Estado nacionalista hindu".

À semelhança do ano passado, George Soros também criticou o Presidente chinês, Xi Jinping, que disse querer criar "um novo tipo de sistema autoritário e um novo ser humano, que estaria pronto a sacrificar a sua autonomia para evitar aborrecimentos".

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