Indonésia

Adolescente "esfaqueado" por peixe-agulha conta como sobreviveu

Adolescente "esfaqueado" por peixe-agulha conta como sobreviveu

Um adolescente indonésio foi "esfaqueado" no pescoço por um peixe-agulha durante uma pescaria noturna. Cinco dias depois, conta como sobreviveu com um peixe de 75 centímetros cravado do queixo à base do crânio.

Muhammad Idul, de 16 anos, contou, esta sexta-feira, como sobreviveu a um "ataque" de um peixe-agulha, durante uma pescaria noturna, na Indonésia, acompanhado de um amigo, a bordo de um barco.

"Um peixe-agulha saltou da água, de repente, e esfaqueou-me no pescoço", contou Idul, em declarações à BBC Indonésia. O impacto do ataque atirou-o para borda fora, a cerca de 500 metros da costa.

Com o peixe cravado no corpo, perfurando o pescoço do queixo à base do crânio, o jovem nadou para a costa. O peixe debatia-se e puxava Idual para a água, que teve de segurar o animal com força, numa tentativa desesperada de evitar que piorasse o ferimento.

Pediu ajuda ao amigo com quem saíra para pescar. "Sardi impediu-me de remover o peixe para evitar que me esvaísse em sangue", recorda Muhammad Idul.

Chegado à praia, após nadar cerca de 500 metros com um peixe de 75 centímetros de comprimento cravado no pescoço, Idul seguiu de carro para o hospital, levado pelo pai. Uma viagem de hora e meia, entre a aldeia em Buton Sul e Bau Bau.

No hospital, os médicos foram apenas capazes de cortar o peixe, deixando a cabeça cravada no pescoço de Idul, que foi encaminhado para o hospital de Wahidin Sudirohusodo, na província de Makassar, na capital de Sulawesi Sul.

O diretor do hospital de Wahidin Sudirohusodo, Khalid Saleh, disse que nunca tinha visto tal coisa. Reuniu uma equipa de cinco especialistas, que precisou de mais de uma hora de intervenção cirúrgica para remover o peixe.

Cinco dias depois, Idul anseia pelo regresso a casa. Tem um penso a cobrir a ferida no pescoço e ainda não pode olhar para a direita.

"Estamos a monitorizar a condição dele. Pode vir a ter alta daqui a uns dias, mas ainda não pode voltar para a aldeia, porque precisa de fazer mais testes", disse Khalid Saleh.

Enquanto aguarda por alta, Idul reflete sobre o que aconteceu. Relembra que foi quando o amigo de pescaria, Sardi, apontou a lanterna para a água que o incidente aconteceu. "Tenho de ter mais cuidado para a próxima. O peixe-agulha não suporta a luz e foi por isso que me atacou", concluiu.

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