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Americano acorda sem saber quem é e fala apenas em sueco

Americano acorda sem saber quem é e fala apenas em sueco

Um norte-americano foi encontrado, inconsciente, num motel de Palm Springs, Califórnia, sem recordar o próprio nome. Embora os documentos que o acompanhavam o identificassem como Michael Boatwright, nascido na Florida, o homem só consegue falar em sueco e responde apenas quando lhe chamam Johan Ek.

Michael Boatwright, 61 anos, foi encontrado num motel de Palm Springs, sem consciência, no dia 28 de fevereiro. Entre os seus pertences, foram encontrados quatro cartões de identificação, entre eles o passaporte, e uma mochila com roupa desportiva e raquetes de ténis.

Depois de internado, Boatwright manteve-se em análise médica durante um mês até ser diagnosticado com "amnésia global transitória", uma síndrome que consiste na perda de memória devido a um trauma físico ou emocional. Em certos casos, pode prolongar-se durante vários meses. Além da amnésia, os especialistas admitem a possibilidade de que Michael esteja a passar por um "estado de fuga" e tenha construído uma personalidade atrás do nome de "Johan Ek", o único a que responde quando o chamam.

Este caso estranho está a intrigar as autoridades que, para já, conseguiram certificar que Boatwright, apesar de nascido na Florida, viveu na Suécia entre 1981 e 2003. Uma vez que o norte-americano é capaz apenas de se expressar em sueco, a ligação com a Suécia pode estar por de trás deste mistério. No portfólio online de Michael Boatwright, descoberto pelas autoridades, consta ainda a informação de que obteve um bacharelato na Universidade de Michigan State e um mestrado na Universidade de Estocolmo.

Nas investigações policiais, foram ainda entrevistados alguns suecos que identificaram Boatwright como cidadão americano. Olof Sahlin disse à Associated Press que conhecia Michael devido ao interesse que partilhavam por história medieval e que o definia como um homem "amável e simpático, embora um pouco reservado".

A última vez que viu Michael Boatwright foi em 1999. Ao "The Sun", a assistente social responsável pelo caso, Lisa Hunt-Vázquez, disse que Michael Boatwright perdeu a sua independência e de que já não se lembra como levantar dinheiro, apanhar um transporte público ou se tem mulher e filhos.

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