EUA

Perde a memória a cada duas horas após levar pontapé na cabeça

Perde a memória a cada duas horas após levar pontapé na cabeça

Riley Horner acorda todas as manhãs no dia 11 de junho. A jovem sofre de uma doença desconhecida, que faz com que, de duas em duas horas, a memória seja redefinida para esta data. Não se lembra do dia em que sofreu um traumatismo craniano depois de ter sido agredida, por acidente, num baile.

Desde que levou um pontapé na cabeça, quando um rapaz fazia crowdsurfing numa baile, Riley, norte-americana de 16 anos, tem sempre com ela notas, fotos detalhadas e um temporizador de duas horas definido no telemóvel. Sempre que o cronómetro toca, a rapariga lê todas as anotações para se lembrar de tudo o que aprendeu.

"Tenho um calendário na porta do quarto e quando vejo em que mês estou, fico impressionada", disse ela ao canal de notícias "WQAD". "As pessoas simplesmente não entendem, é como um filme", acrescentou.

A mãe da adolescente, Sarah Horner, revelou que os médicos disseram que "não há nada de errado" com a filha, e que desconhecem uma causa que provoque está condição, já que nenhum problema aparece nos exames. Sem saber a origem do problema, a equipa médica que a acompanha "disse que ela pode ficar assim para sempre", mas Sarah não se conforma com essa opinião. A família de Riley espera obter um diagnóstico de alguém "que saiba um pouco mais", quando se passarem seis meses do acidente.

De acordo com a instituição de caridade Headway, o maior progresso visível é feito nos primeiros seis meses após uma lesão cerebral e qualquer melhoria torna-se menos óbvia a partir daí. No entanto, a instituição disse que a crença comum de que existe uma "janela limitada" para a recuperação após uma lesão cerebral é falsa e que as pessoas podem melhorar anos depois.