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Picado por aranha num avião quase perdeu a perna

Picado por aranha num avião quase perdeu a perna

Um turista britânico foi mordido por uma aranha venenosa enquanto viajava de avião para África do Sul. Quase perdeu a perna e agora vai processar a companhia aérea Qatar Airways.

O britânico Jonathon Hogg viajava para África do Sul quando o inesperado aconteceu: foi mordido por uma aranha venenosa dentro do avião. Esteve um mês internado e agora vai processar a companhia aérea Qatar Airways.

Jonathon Hogg é um advogado de 40 anos, mas também é jogador de futebol e praticante de kickboxing. Estava num voo de Doha, Catar, para a Cidade do Cabo, África do Sul, há seis horas quando as luzes se desligaram, para os passageiros poderem descansar.

Hogg estava à procura de uma posição mais confortável quando sentiu uma mordida na perna. "Acendi a luz e foi quando vi a aranha a correr pelo chão e ouvi duas hospedeiras gritarem "aranha".

Na altura não a relacionei com a dor que sentia na perna, até porque era muito pequena", contou, segundo o jornal britânico "The Guardian". Mas a perna infecionou quase de imediato.

Quando chegou ao hospital para ver o que se passava, os médicos disseram-lhe que tinha sido mordido por uma aranha-reclusa-castanha.

"Nunca senti uma dor assim na minha vida", disse Hogg. "A minha perna estava toda aberta, havia pus e estava preta. Era uma desgraça. Disseram-me que se tivesse chegado mais tarde que teria perdido a perna, ou até morrido. Foi assustador", disse ainda o advogado.

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Ao verem a perna inchada e aberta, os médicos cortaram uma grande parte do membro - toda a zona afetada pelo veneno. Foi operado três vezes na África do Sul e fizeram-lhe dois enxertos de pele no Reino Unido, segundo o tablóide britânico "The Mirror".

Jonathon Hogg ficou horrorizado quando viu o estado da sua perna: "parecia algo de um filme de terror. Os médicos tiveram mesmo de cortar muito. Mas quando me disseram do quão perto estive de perder a perna fiquei atordoado. Tive sorte por não a perder."

Três meses depois do acidente, que decorreu a 7 de junho passado, Jonathon Hogg continua a precisar de tratamentos. Teme nunca mais praticar desporto e diz que não é capaz de voltar a voar: "Tudo isto deixou-me muito traumatizado, mas estou determinado em procurar justiça."

O britânico processou a companhia aérea, mas esta recusa-se a responsabilizar-se pelo incidente. "A companhia disse-me que isto não tem nada a ver com eles", conta Hogg.

A companhia aérea diz que não foi avisada de nenhum processo judicial em relação a este incidente. "Dadas as circunstâncias não podemos comentar mais nada, mas vamos, naturalmente, investigar qualquer informação que nos chegue. A Qatar Airways leva muito a sério a proteção e segurança dos seus clientes", disse um porta-voz da companhia aérea.

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