Uganda

Realizador do filme sobre Joseph Kony foi detido seminu

Realizador do filme sobre Joseph Kony foi detido seminu

Um dos coautores do documentário sobre o criminoso de guerra ugandês Joseph Kony foi detido e hospitalizado por se masturbar seminu na rua, anunciaram a polícia e a organização "Invisible Children".

Jason Russell, de 33 anos e pai de duas crianças, realizou recentemente um polémico documentário sobre Joseph Kony, o líder dos rebeldes ugandenses do Exército da Resistência do Senhor (LRA, na sigla em inglês), considerado responsável pelo rapto, pela tortura e pela exploração de dezenas de milhares de crianças do Uganda.

Segundo Ben Keesey, responsável pela Organização Não-Governamental (ONG) "Invisible Children", que financiou o filme e organizou a campanha na Internet, Jason Russell foi hospitalizado por "exaustão, desidratação e desnutrição".

Uma porta-voz da polícia de San Diego recusou-se a identificar Jason Russell, mas declarou à agência AFP que na manhã de quinta-feira, pelas 11.30 horas, a polícia foi chamada para controlar "um indivíduo que corria na rua, perturbava a circulação e gritava".

"Uma pessoa precisou que ele estava nu e que se masturbava, outras que ele perturbava a circulação", disse a porta-voz.

A mesma fonte acrescentou ainda que algumas pessoas ficaram preocupadas e chamaram a polícia, "que chegou ao local e entrou em contacto com um homem branco e com 33 anos".

Ben Keesey disse ao site TMZ que Jason Russell "recebe atualmente os cuidados médicos necessários e está focado na sua recuperação".

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"As últimas duas semanas têm sido muito fortes para todos nós, especialmente para o Jason, e isso levou ao infeliz incidente de quinta-feira", acrescentou.

Em menos de duas semanas, mais de 80 milhões de pessoas assistiram no Youtube ao filme de 30 minutos, que conta também com o apoio de várias celebridades.

O vídeo "Kony2012" faz parte de uma campanha que pretende apresentar à justiça Joseph Kony, líder da milícia rebelde ugandesa LRA, e que é procurado pelo Tribunal Penal Internacional (TPI).

A iniciativa também mereceu muitas críticas, porque explica a guerra do Uganda de uma forma demasiado simplista, refere-se a uma situação que ocorreu há dez anos e propõe uma solução 'ocidental' para o problema.

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