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Nagorno-Karabakh: Arménia e Azerbaijão participam em negociações na Rússia

Nagorno-Karabakh: Arménia e Azerbaijão participam em negociações na Rússia

A Arménia e o Azerbaijão confirmaram a presença dos seus ministros dos Negócios Estrangeiros hoje em Moscovo para negociações sobre o conflito em Nagorno-Karabakh, segundo o Governo russo.

"Baku e Erevan confirmaram a sua participação nas negociações em Moscovo. Os preparativos estão a todo vapor", disse a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Maria Zakharova, à agência de notícias AFP.

O Presidente russo, Vladimir Putin, convidou os ministros dos Negócios Estrangeiros da Arménia e do Azerbaijão, países que se enfrentam num conflito no território separatista de Nagorno-Karabakh, para um encontro hoje em Moscovo.

"Os ministros dos Negócios Estrangeiros do Azerbaijão e da Arménia estão convidados para um encontro" mediado pela diplomacia russa, foi referido num comunicado do Kremlin.

O mesmo texto sublinha que o "Presidente da Rússia apelou ao fim dos combates em Nagorno-Karabakh por razões humanitárias", para que se efetue a troca dos mortos e prisioneiros.

O Kremlin indicou ainda que Vladimir Putin já conversou com o Presidente do Azerbaijão, Ilham Aliev, e o primeiro-ministro da Arménia, Nikol Pashinian.

Na tarde de quinta-feira, a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo já tinha adiantado, em conferência de imprensa, que "a Rússia, enquanto país neutro e membro do Grupo de Minsk, está a fazer esforços para que se obtenha um cessar-fogo e para criar as condições para se retomar o processo de negociação".

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O Grupo de Minsk para a resolução do conflito em Nagorno-Karabakh é copresidido pelos Estados Unidos, França e Rússia, cujos líderes e chefes da diplomacia têm, nos últimos dias, apelado insistentemente a um cessar-fogo e para o regresso à mesa de negociações.

Enclave separatista arménio em território do Azerbaijão, país vizinho do Irão, o território do Nagorno-Karabakh é palco de violentos combates entre forças arménias e azeris desde 27 de setembro.

Nagorno-Karabakh, habitado na época soviética por uma maioria arménia cristã e uma minoria azeri muçulmana xiita, efetuou a secessão do Azerbaijão após a queda da URSS, motivando uma guerra com 30.000 mortos e centenas de milhares de deslocados.

A frente está congelada desde um cessar-fogo em 1984, apesar de confrontos regulares. Os dois campos rejeitam mutuamente a responsabilidade pelo reinício das hostilidades.

No exterior, o receio consiste em que o conflito se internacionalize numa região, o Cáucaso do Sul, onde russos, turcos, iranianos e ocidentais possuem interesses, e quando Ancara encoraja a ofensiva de Baku e Moscovo está ligado a Erevan por um tratado militar.

O Presidente azeri excluiu qualquer trégua sem uma retirada arménia do Nagorno-Karabakh e acusa a Arménia de pretender envolver a Rússia no conflito, através da sua aliança com Erevan na Organização do Tratado de Segurança Coletiva (OTSC).

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