Violação e tráfico humano

"Não há justiça na Roménia". Andrew Tate assegura que não há provas contra ele

"Não há justiça na Roménia". Andrew Tate assegura que não há provas contra ele

O ex-pugilista e influencer Andrew Tate, detido no final do ano passado por suspeita de violação e tráfico humano, assegurou, esta quarta-feira, que as autoridades não têm nada contra ele e que "não há justiça na Roménia".

Andrew Tate aproveitou a viagem até à Unidade de Crime Organizado e de Terrorismo da Roménia, para mais um interrogatório, para dizer aos jornalistas que o caso contra ele está "vazio". "Eles sabem que não fizemos nada de errado", garantiu.

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"Este processo está completamente vazio (...) Claro que é injusto, infelizmente não há justiça na Roménia", acrescentou. Quando questionado por uma jornalista se tinha magoado alguma mulher, o anglo-americano respondeu: "Claro que não".

O ex-pugilista e estrela das redes sociais, de 36 anos, foi detido no dia 29 de dezembro, juntamente com o irmão e duas mulheres romenas, por suspeita de pertencerem a uma organização criminosa que recrutava e explorava mulheres, obrigando-as a criar conteúdo pornográfico. A ordem de detenção foi prolongada, na semana passada, até dia 27 de fevereiro.

Apesar de ter sido banido das principais redes sociais, desde o TikTok, Instagram, Facebook e YouTube, por comentários misóginos, Andrew voltou a ter conta no Twitter, reativada em novembro, e é por lá que vai alimentando a legião de fãs, cerca de 4,8 milhões de seguidores, sobre a vida na prisão.

"Eles estão a tentar quebrar-me", escreveu num tweet publicado na terça-feira. Revelando ainda que está "numa cela sem luz", onde "as baratas, os piolhos e os insetos" são os seus únicos amigos.

Os procuradores romenos alegam que os irmãos atraíam as vítimas, alegando que queriam namorar ou casar com elas. As mulheres eram então levadas para propriedades nos arredores de Bucareste, capital da Roménia, onde eram exploradas sexualmente, sob ameaças físicas e psicológicas. Com o esquema, a rede criminosa conseguiria adquirir elevadas quantias de dinheiro.

As autoridades romenas identificaram, até ao momento, seis vítimas que relataram viver sob vigilância permanente, com uma delas a denunciar ter sido forçada a atos sexuais por um dos irmãos, que em abril do ano passado já tinham sido acusados de sequestrar duas mulheres.

Os irmãos negam categoricamente as acusações contra eles.

Passado violento e misoginia nas redes sociais

Andrew Tate cresceu em Luton, Inglaterra, filho de um assistente de restauração e mestre de xadrez. Com 20 anos, trabalhava como produtor de televisão enquanto treinava como kickboxer no ginásio local, continuando a lutar profissionalmente e a ganhar títulos mundiais. Em 2016, Andrew acabou expulso da edição britânica do Big Brother em que participava, depois de ter começado a circular um vídeo em que o ex-pugilista surgia a bater numa mulher com um cinto.

Mais tarde, Andrew ficou conhecido por causa de comentários machistas e misóginos na Internet, muito graças ao algoritmo da rede social TikTok que, apesar de repudiar nos seus termos e condições "misoginia e outras ideologias e comportamentos de ódio", acabou por impulsionar os vídeos do ex-pugilista, que ganhou milhões de seguidores. Entre outras declarações polémicas, Andrew diz que as mulheres "deviam ficar em casa" e "não deviam ter o direito a conduzir" e que prefere namorar com raparigas de 18 e 19 anos para conseguir "deixar mais marca".

O anglo-americano mudou-se para a Roménia há cinco anos.

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