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"Não pagamos a vossa dívida", gritam jovens em protesto

"Não pagamos a vossa dívida", gritam jovens em protesto

"Não pagamos a vossa dívida" é palavra de ordem que mais de uma centena de jovens dirige, na Praça do Rossio, em Lisboa, aos políticos e grandes bancos, que culpam pelas "más condições de vida" dos jovens.

"O que me trouxe até aqui foi a recusa em pagar uma dívida que não foi contraída pela população, por nós jovens. Todos os planos indicam que muitos dos que aqui estão irão permanecer durante a próxima noite", afirmou Rafael, um dos muitos jovens que se manifestam na Praça Pedro IV, no Rossio.

O jovem português, de 24 anos, desempregado e membro do "Movimento os Precários Inflexíveis", explicou à Lusa que às 22:00 realizar-se-á "uma assembleia popular para decidir formas de levar a manifestação para a frente".

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Sobre se tenciona dormir em pleno centro de Lisboa, tal como acontece na Puerta del Sol, em Madrid, Rafael, que está munido com um saco cama, explicou que se às 22:00 se decidir nesse sentido "certamente" ficará "em solidariedade com todos os outros".

Ao som da música, gritos e cânticos, os jovens de várias nacionalidades afixaram vários cartazes e placares na estátua D.Pedro IV, entre os quais "A Bancos Salvais, A Pobres Roubais".

As manifestações que decorrem há dias em Espanha, organizadas pelo movimento "Democracia Real Já", estão a espalhar-se por toda a Europa e hoje chegaram a várias cidades europeias, incluindo Lisboa, Coimbra e Porto. Nos últimos dias têm também circulado pelo facebook, twitter e páginas de apoio ao movimento espanhol, convocatórias para iniciativas em cidades como Paris, Londres, Roma, Berlim e Bruxelas.

O marcha de protestou, que desembocou no Rossio, começou hoje por volta das 18:00 nas imediações da embaixada espanhola em Lisboa, que também foi palco de protestos na noite de quinta-feira.

Munidos de todo tipo de instrumentos, os cerca de 60 a 70 jovens, espanhóis, portugueses, mas também alemãs, italianos e de outras nacionalidades, começaram por gritar palavras de ordem como "Esta dívida não a pagamos", "Revolução está aqui precisa de ti", "Quem deve aqui o dinheiro é o banqueiro", antes de descerem, ao som de tambores, até ao Rossio.

Manuel, espanhol de vinte anos, explicou que se deslocou à embaixada de Espanha de Lisboa "para protestar contra as mas condições de vida" que atualmente os jovens têm, e que se devem "ao desgoverno dos partidos políticos e pela crise económica e financeira provocada pelos grandes bancos".

"Aqui, em Espanha e em todo o mundo. Sou da opinião que nós, os jovens, temos de protestar juntos por toda a Europa para conseguir algo, para conseguir mudar o sistema e que nos ouçam", disse o jovem à Lusa

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