Terrorismo

NATO avisa que a luta contra o Estado Islâmico ainda não terminou

NATO avisa que a luta contra o Estado Islâmico ainda não terminou

O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, afirmou que a luta contra o grupo jiadista Estado Islâmico ainda não terminou, embora reconheça que aquela organização foi derrotada militarmente na Síria e no Iraque.

No final de 2018, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o Estado Islâmico (EI) tinha sido totalmente eliminado, quando os últimos redutos da organização na Síria foram derrotados pelas forças da coligação internacional liderada pelos norte-americanos. E voltou a frisar, em março deste ano, que a organização terrorista foi eliminada "a 100%".

Mas o secretário-geral da NATO defendeu, esta quinta-feira, que o EI continua a ser "uma ameaça mortal para todos" (...) "no Médio Oriente e no mundo", apesar de já não controlar territórios no Iraque ou na Síria.

Durante uma conferência de Imprensa em Bruxelas, no final de uma reunião de ministros da Defesa da NATO, Stoltenberg pediu aos países aliados para "permanecerem vigilantes" e, aproveitando a presença do secretário interino de Defesa norte-americano, Mark Esper, em Bruxelas, agradeceu a liderança dos EUA na coligação que infligiu derrotas no EI.

Ao seu lado, Esper expressou satisfação pelo progresso alcançado na luta contra o terrorismo, mas admitiu que "ainda há trabalho a ser feito".

"A coligação e os nossos aliados conseguiram enorme sucesso no compromisso partilhado de derrotar o Estado Islâmico, para que o seu califado físico não possa renascer das cinzas, para voltar a ameaçar-nos", disse o secretário interino da Defesa dos EUA.

Esper disse que a ameaça que o EI hoje representa é muito diferente e bem menor do que em 2014, quando ocupou parte importante da Síria e do Iraque, mas apelou aos aliados para que não deem por terminado o trabalho de manter a ameaça extinta.