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NATO expulsa diplomatas russos suspeitos de ligações aos serviços secretos

NATO expulsa diplomatas russos suspeitos de ligações aos serviços secretos

A NATO avançou, esta quarta-feira, ter retirado as credenciais a oito elementos da missão da Rússia junto da Aliança Atlântica, justificando que as pessoas em questão trabalhavam "de forma não declarada" como operacionais dos serviços de informações russos.

"Podemos confirmar que retirámos as credenciais a oito membros da missão russa junto da NATO, que eram operacionais não declarados dos serviços de informações russos", afirmou uma fonte oficial da organização, citada pela agência norte-americana Associated Press (AP) e que falou sob a habitual condição de anonimato.

A Aliança Atlântica também reduziu para 10 o número de credenciais para representantes que podem ser solicitadas por Moscovo, o que representa uma diminuição da equipa da missão russa destacada na sede da NATO, localizada em Bruxelas (Bélgica).

As relações entre a NATO e a Rússia têm vindo a ser marcadas por um forte clima de tensão e as conversações oficiais entre Moscovo e o bloco transatlântico composto atualmente por 30 Estados-membros têm sido limitadas nos últimos anos.

"A política da NATO em relação à Rússia permanece consistente. Fortalecemos a nossa força de dissuasão e defesa em resposta às ações agressivas da Rússia e, ao mesmo tempo, permanecemos abertos para um diálogo significativo", referiu a mesma fonte citada pela AP.

Rússia promete "adequada resposta" à NATO

A Rússia prometeu uma adequada resposta à NATO e rejeitou as acusações, que considerou "infundadas". "Não duvido que o responsável pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros russo irá propor medidas de resposta adequadas, não obrigatoriamente simétricas", indicou Leonid Slutski, chefe do Comité de Assuntos Internacionais da Duma, a câmara baixa do parlamento da Rússia.

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Slutski acusou o que designou de "Ocidente coletivo" de manter um "antagonismo diplomático" com a Rússia. "Privar de acreditação oito funcionários da representação russa junto da NATO irá reduzir ainda mais o nível de cooperação", advertiu.

O mesmo responsável também sublinhou que o lugar da delegação russa na Aliança Atlântica está "vazio", um fator que não contribuirá para o diálogo entre Moscovo e Bruxelas, onde se situa o quartel-general da organização ocidental. "Todas as acusações dirigidas aos russos sobre supostas atividades mal-intencionadas são gratuitas e não serão confirmadas", acrescentou o deputado.

Ainda esta semana, o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, disse que as relações da aliança transatlântica com a Rússia estão "no seu ponto mais baixo desde o final da Guerra fria", com Moscovo cada vez "mais agressivo" no exterior e mais "repressivo" a nível doméstico. Em 2018 a NATO expulsou sete diplomatas russos em resposta ao envenenamento do ex-duplo espião Serguei Skripal em Salisbury, sul de Inglaterra.

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