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Naufrágios na Grécia causam 16 mortos e deixam dezenas de desaparecidos

Naufrágios na Grécia causam 16 mortos e deixam dezenas de desaparecidos

Pelo menos 16 migrantes morreram e dezenas estão desaparecidos após dois naufrágios na costa da Grécia, informou esta quinta-feira a Guarda Costeira.

De acordo com o porta-voz da Guarda Costeira grega, Nikos Kokkalas, 16 corpos de mulheres foram encontrados após um naufrágio ao leste da ilha de Lesbos.

Nove mulheres foram resgatadas e 14 pessoas estão desaparecidas. As autoridades gregas acreditam que 40 pessoas estavam a bordo da embarcação. "As mulheres estavam em pânico absoluto", disse Kokkalas.

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Algumas horas, antes tinha ocorrido outro naufrágio, perto da ilha de Citera, ao sul da península do Peloponeso. A embarcação transportava 95 pessoas, segundo a Guarda Costeira.

Kokkalas afirmou que não há um balanço oficial do naufrágio. Alguns migrantes conseguiram nadar até o resgate e uma operação combinada de navios, bombeiros e polícias conseguiu encontrar 80 pessoas, procedentes do Irão, Iraque e Afeganistão.

Este grupo tinha sete mulheres e 18 crianças. Kokkalas afirmou que a embarcação ficou completamente destruída.

Os ventos, que chegavam aos 102 km/h, prejudicaram os trabalhos de resgate na região de Citera.


O tráfico de migrantes a partir da Turquia aumentou no sul da Grécia à medida que os contrabandistas tentam evitar o reforço dos controlos no Mar Egeu.

Grécia, Itália e Espanha são as principais vias de entrada na União Europeia para milhares de pessoas que fogem da África e do Médio Oriente em busca de segurança e melhores condições de vida.

A Guarda Costeira grega informou que resgatou 1.500 pessoas nos primeiros oito meses do ano, contra menos de 600 no ano passado.

Desde janeiro, 64 pessoas morreram em tentativas de chegar à Europa a partir das costas da Turquia, contra 111 em todo o ano de 2021, segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM).

A Grécia nega as afirmações de grupos de defesa dos direitos humanos de que muitas pessoas foram devolvidas para a Turquia sem a oportunidade de solicitar asilo.

O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, que tem uma forte rivalidade com Atenas, afirmou em setembro que as "políticas opressivas" da Grécia contra os imigrantes estavam a transformar o Egeu num "cemitério".

O ministro das Migrações da Grécia, Notis Mitarakis, respondeu esta semana que a Turquia está "a empurrar violentamente os migrantes para a Grécia" e acusou o país de violar as "leis internacionais" e o acordo migratório de 2016 entre a UE e a Turquia, no qual o bloco concedeu ajuda económica a Ancara para que limitasse as saídas de migrantes a partir de seu território. A Turquia nega as acusações.

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