Envenenamento

Navalny pede à Europa que sancione altos funcionários próximos de Putin

Navalny pede à Europa que sancione altos funcionários próximos de Putin

O oposicionista russo, Alexei Navalny, pediu aos europeus que vão mais longe nas sanções à Rússia, proibindo a permanência no seu território de "oligarcas e altos funcionários" que formam "o estreito círculo" de Vladimir Putin.

"As sanções contra todo o país não estão a funcionar. O mais importante é banir os beneficiários do regime e congelar os seus ativos. Os oligarcas e altos funcionários, o círculo mais fechado de Putin", disse Navalny em entrevista ao diário alemão "Bild".

Navalny referiu-se a essa elite como aqueles que "assassinam pessoas porque querem permanecer no poder".

"Eles desviam dinheiro, roubam mil milhões e, nos fins de semana, vão a Berlim ou Londres, compram apartamentos caros e sentam-se em cafés", lamentou.

Após o envenenamento, o chefe da diplomacia europeia Josep Borrell levantou a possibilidade de uma "lei Navalny" como veículo para novas sanções contra Moscovo. A Alemanha também disse que estava a considerar medidas punitivas.

A questão das sanções foi reavivada após o anúncio, na terça-feira, da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) de que uma substância do tipo Novichok tinha sido encontrada no corpo do ativista russo.

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Três laboratórios europeus já haviam concluído que Navalny foi envenenado com esse agente nervoso do tipo Novichok, projetado para fins militares na época soviética.

Um crítico feroz do Kremlin, Alexei Navalny começou a sentir-se mal a bordo do avião que fazia a rota entre Tomsk, na Sibéria, e Moscovo, no passado dia 22 de agosto, acabando por entrar em coma tendo sido mais tarde transferido para um hospital de Berlim, a pedido da família.

Navalny foi tratado num hospital de Berlim e continua recuperar na capital alemã.

Berlim reagiu ao anúncio da OPAQ afirmando que "o uso de armas químicas é um ato sério que não pode ficar sem consequências".

"Este uso de armas químicas deve ser motivo de preocupação para o Ocidente", sublinhou Navalny na entrevista. "Se conhecemos os ataques químicos que falharam, não temos ideia do número de assassinatos bem-sucedidos".

O oponente também criticou duramente o ex-chanceler alemão Gerhard Schröder, que trabalha numa subsidiária da companhia de gás russa Gazprom e próximo de Vladimir Putin.

"Schröder é o fantoche de Putin, que protege os assassinos", criticou Navalny, acusando o ex-líder social-democrata de ser "o lobista de Putin" e de receber "dinheiro secreto" "roubado" da população russa, contribuindo assim para o empobrecimento do país.

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