O Jogo ao Vivo

15 dias de guerra

Negociações voltam a falhar e ameaças sobre armas químicas intensificam-se

Negociações voltam a falhar e ameaças sobre armas químicas intensificam-se

Ao 15.º dia de ofensiva russa na Ucrânia, o dia ficou marcado por mais uma reunião falhada, desta feita entre ministros russos e ucranianos na Turquia. Os ataques continuam em várias cidades, incluindo mais duas maternidades. A Rússia baniu as exportações para 48 países, numa espécie de retaliação, e acusou os EUA de terem laboratórios de guerra biológica e química na Ucrânia, uma ameaça que tem feito tremer o Mundo. Eis os pontos-chave desta quinta-feira:

- Depois de uma noite de sirenes e ataques, o dia amanheceu com uma centelha de esperança: ministros russos e ucranianos reuniram-se na Turquia para procurar pôr fim à "violência sem sentido". Porém, a reunião terminou sem avanços, uma vez que o representante ucraniano rejeitou o ultimato russo, recusando aceitar as condições anunciadas por Putin na semana passada (independência das regiões do Donbass, o reconhecimento da Crimeia como parte da Rússia e a alteração da constituição ucraniana para ficar escrito que Kiev não ingressará na NATO);

- A Rússia refutou a expressão "invasão da Ucrânia" e disse que a "operação especial", como definiu Putin, "continua como o previsto";

PUB

- As autoridades da Ucrânia abriram mais sete corredores humanitários para retirar os civis de algumas das cidades mais importantes do país. As travessias que passaram a ser seguras estão localizadas em Mariupol, uma das cidades do sudeste da Ucrânia que mais tem sofrido com o cerco russo, Volnovaja, Izium, Sumi, Trostianets e Krasmopil;

- Metade da população da capital da Ucrânia, Kiev, fugiu da cidade desde o início da invasão russa ao país, em 24 de fevereiro;

- Pelo menos 71 crianças foram mortas na Ucrânia desde o início da ofensiva russa. Três pessoas, incluindo uma criança, morreram no bombardeamento russo que atingiu na quarta-feira o hospital pediátrico e maternidade de Mariupol. Em Malyn, cinco pessoas, incluindo três crianças, morreram quando sete casas foram destruídas por ataques aéreos. Na noite passada, duas mulheres e duas crianças morreram quando um projétil atingiu a sua casa em Slobojanske. Em Irpin, não muito longe da capital Kiev, uma rapariga de dez anos ficou gravemente ferida, encontrando-se em estado crítico;

- As Nações Unidas disseram que a maternidade do hospital pediátrico de Mariupol, no leste da Ucrânia, não foi a única a ser alvo de bombardeamentos russos, tendo sido também destruídas maternidades nas cidades de Zhytomyr e Kharkiv. Por outro lado, o porta-voz do Ministério da Defesa russo, Igor Konashenkov, afirmou que o bombardeamento da maternidade do hospital de Mariupol foi encenado pela Ucrânia. Neste momento, a população de Mariupol não tem eletricidade, água e comida e está a ficar doente devido ao frio intenso, segundo o responsável da Cruz Vermelha.

- Os danos provocados pela guerra na Ucrânia estão estimados em 100 mil milhões de dólares (cerca de 91 mil milhões de euros), segundo avaliações preliminares;

- Esta quinta-feira, o Governo russo anunciou que vai deixar de participar no Conselho da Europa e acusou os países da União Europeia (UE) e da NATO de minarem o organismo. Por sua vez, o chefe de política externa da UE, Josep Borrell, disse que a Europa está mais unida "do que nunca";

- A Rússia acusou os EUA de terem laboratórios de guerra biológica e química na Ucrânia. Os norte-americanos refutam e avançam que os russos estarão a equacionar usar esse tipo de armas no conflito;

- A Rússia baniu as exportações para 48 países, numa espécie de retaliação depois de ter sido sujeita ao embargo do resto do mundo, e publicou agora a lista de 200 produtos que, até ao final do ano, não poderão ser adquiridos;

- No Reino Unido, o Governo agravou as sanções a oligarcas russos, entre os quais está Roman Abramovich, cidadão russo com nacionalidade recente portuguesa e proprietário do Chelsea. Londres arrestou os bens de Abramovich e tomou posse admnistrativa do clube da Premier League;

- O número de pessoas que foram forçadas a fugir da Ucrânia para outros países na sequência da invasão russa, em 24 de fevereiro, já ultrapassou os 2,31 milhões, anunciou o Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (ACNUR). Segundo a última atualização, o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) aceitou desde o início da invasão da Ucrânia pela Rússia, em 24 de fevereiro, até às 13 horas desta quinta-feira, 4626 pedidos de proteção temporária.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG