Covid-19

Nem na II Guerra Mundial as escolas fecharam em Itália. Mais de 8 milhões de alunos afetados

Nem na II Guerra Mundial as escolas fecharam em Itália. Mais de 8 milhões de alunos afetados

Oito milhões e meio de estudantes italianos ficaram esta quinta-feira sem aulas e assim ficarão por dez dias para evitar a propagação da epidemia do Covid-19, que já fez mais de 100 mortos e três mil infetados no país.

O encerramento de 58 mil jardins infantis, escolas, liceus e universidades é inédito na história de Itália, onde as aulas continuaram mesmo durante a Segunda Guerra Mundial e os bombardeamentos dos Aliados.

O Governo, que pretende assim evitar a propagação do surto do novo coronavírus do norte para o sul do país, o que poderia esgotar o sistema de saúde italiano, anunciou a decisão na quarta-feira à noite.

"A decisão não foi fácil, mas foi tomada como medida de precaução", disse então aos 'media' a ministra da Educação, Lucia Azzolina.

Esta quinta-feira jornalistas da France-Presse confirmaram que a medida está a ser cumprida, com os portões fechados em importantes liceus na capital italiana. No entanto, os media italianos citam esta quinta-feira especialistas que questionam a eficácia da iniciativa.

"A medida não será eficaz se não durar o tempo suficiente", disse ao jornal La Stampa o especialista italiano Walter Ricciardi, da Organização Mundial de Saúde e conselheiro do Executivo italiano.

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As escolas ficarão fechadas até 15 de março e até lá o Governo reavaliará a situação em função da evolução da epidemia.

As autoridades encorajam o ensino à distância e vão fornecer apoios às famílias, permitindo por exemplo que um dos progenitores fique em casa a ocupar-se dos filhos.

Com 107 mortes registadas, Itália é o segundo país do mundo com mais óbitos ligados ao Covid-19, a seguir à China, e o terceiro com mais casos de infeção (3089, dos quais 295 em cuidados intensivos).

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