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Nem o Planeta Vermelho escapa ao duelo China-Estados Unidos

Nem o Planeta Vermelho escapa ao duelo China-Estados Unidos

Missões chinesa e norte-americana a Marte lançadas com uma semana de diferença. Washington apresenta os objetivos mais ambiciosos, com a retirada massiva de amostras.

Com a Terra entregue a uma pandemia tão inesperada quanto castradora, o Homem ergue os olhos e volta a sonhar com vida noutro planeta. O "azar" continua a tocar a Marte, em direção ao qual seguem duas novas missões - dos Emirados Árabes Unidos e da China, esta lançada ontem -, às quais se juntará outra, norte-americana, na próxima quinta-feira. A europeia ficou no chão devido a problemas técnicos.

A proximidade entre iniciativas deve-se ao facto de, a cada 26 meses, registar-se o maior índice de proximidade entre os dois globos: 55 milhões de quilómetros. A atual janela de oportunidade abriu a 14 deste mês e fecha a 4 de agosto. A viagem dura cerca de sete meses.

"Marte é a prioridade das explorações espaciais, visto que sabemos que, há milhares de milhões de anos, era habitável", afirma Jean-Yves Le Gall, presidente da agência espacial francesa, ligado à missão dos Estados Unidos, "Mars 2020", a mais ambiciosa das três, pois está destinado ao robot Perseverance o início de um programa gigantesco de retirada de amostras e transporte para a Terra.

Aliás, os norte-americanos têm sido os mais empreendedores no que respeita à exploração do Planeta Vermelho, em ações que remontam aos anos 1960.

Esperança dos Emirados

Com a missão "Tianwen-1" (Perguntas ao céu-1) - e em contexto de acesa rivalidade diplomática e tecnológica com os Estados Unidos -, a China tem como principal objetivo o estudo do solo de Marte. O complexo espacial envolve uma sonda de três elementos: um orbitador de observação, que girará em torno do Planeta Vermelho, um módulo de aterragem e um robô controlado remotamente.

Já os Emirados Árabes Unidos confiam na "Esperança" (Al amal é o nome da missão) para que a sonda, lançada no passado domingo, envie imagens e dados inéditos de Marte, durante a volta ao planeta, que durará um ano marciano, equivalente a 687 dias terrestres.

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