Hamas

Netanyahu diz querer ajudar povo de Gaza contra "tirania do Hamas"

Netanyahu diz querer ajudar povo de Gaza contra "tirania do Hamas"

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse nada ter contra o povo da Faixa de Gaza, acrescentando "querer ajudar" aquela população palestiniana, que considerou estar "a sofrer sob esta tirania de terror" do Hamas.

"Não estou certo de que a batalha tenha acabado. Acho que diminuímos significativamente as capacidades deles [Hamas]. Depende mesmo de eles quererem levar a batalha em diante. Penso que temos de encontrar uma solução de paz, se possível", disse Benjamin Netanyahu em declarações à televisão Fox News, admitindo poder haver ainda túneis por descobrir e inutilizar debaixo da fronteira.

Segundo Netanyahu, Israel não tem "nada contra o povo de Gaza" e o elevado número de vítimas civis do lado da Palestina são "cruéis, mas não intencionais", pois "Israel age assim, ataca os combatentes inimigos e, acidentalmente, mata não-combatentes", contudo, justificou, "no caso de terroristas, é exatamente ao contrário".

"Na verdade, queremos ajudar o povo de Gaza, que está a sofrer sob esta tirania de terror", sublinhou o líder do executivo hebraico.

Netanyahu alertou ainda os Estados Unidos para o "grande perigo" em que consistem grupos ou nações terroristas, apoiados pelo Irão, com acesso a armamento nuclear.

"Imagine-se o risco que teríamos se eles pudessem colocar uma ogiva nuclear naqueles mísseis ou 'rockets'. É esse o perigo que vem do Irão", disse.

O prazo do cessar-fogo de 72 horas no conflito na Faixa de Gaza, que dura há um mês e incluiu ofensivas aéreas e terrestres por parte do exército israelita naquele enclave, termina às 08:00 horas de sexta-feira.

Um porta-voz do braço armado do partido palestiniano Hamas tinha afirmado antes que, caso as pretensões do povo palestiniano não fossem atendidas nas conversações que decorrem no Cairo, o movimento extremista estaria disposto a continuar a combater.

Até agora, depois do sequestro e assassínio de três jovens israelitas na Cisjordânia, quase 1.900 palestinianos foram mortos nos "raids" das forças hebraicas, além de perto de 10 mil feridos.

Do lado de Israel, outros três civis perderam a vida devido aos morteiros lançados do outro lado da fronteira, assim como 64 soldados, vitimados em combate.