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Nicolás Maduro diz que protestos estão a acabar

Nicolás Maduro diz que protestos estão a acabar

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, disse, este domingo, que os protestos violentos contra o Governo estão a acabar e que não chegaram a afetar mais do que 8% do país.

"Os focos de violência estão a acabar, a extinguir-se", disse o presidente num discurso perante manifestantes idosos que foram , este domingo, o palácio presidencial, em Caracas, para o apoiar.

É preciso "ir derrotando-os, como estamos a fazer", com o uso da força pública, sublinhou.

De acordo com o Presidente, os protestos apenas afetaram 8% do território, devido a cortes de estradas e de ruas, "mortes e sangue", e o resto do país "esteve em paz todos os dias", cada um "fazendo as suas compras, os jovens estudando, os pais trabalhando".

Os protestos contra o Governo de Maduro sucedem-se desde que no dia 12 uma manifestação de estudantes e de opositores ao regime acabou com incidentes violentos e com a morte de três jovens.

Até agora já morreram 11 pessoas em incidentes relacionados com as manifestações, a última das quais um jovem que o Presidente identificou como Danny Vargas e que, disse, morreu apunhalado na sequência de uma vingança de alguém que fora humilhado numa das barricadas dos manifestantes.

Governo e oposição têm pedido com insistência para que as manifestações decorram sem incidentes, mas além dos 11 mortos já há a registar mais de 150 feridos e dezenas de detidos.

Para Nicolás Maduro, trata-se de uma tentativa "de golpe de Estado prolongado e fascista", tanto mais que o líder da oposição e antigo candidato presidencial, Henrique Capriles, disse hoje que "os protestos continuarão" até que o Governo aceite as exigências dos manifestantes.

Estudantes e oposição apresentaram no sábado uma lista de exigências que inclui, entre outras, a libertação dos detidos durante as manifestações e do dirigente da oposição Leopoldo López.