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108 dias de guerra

"Nova era" dos passaportes russos e sonho da UE com resposta "na próxima semana"

"Nova era" dos passaportes russos e sonho da UE com resposta "na próxima semana"

O "muro" que se ergue entre os territórios conquistados pelas tropas de Putin e o resto da Ucrânia é cada vez maior. Os pró-Rússia em Kherson falam numa "nova era" com a distribuição de passaportes russos pelos habitantes da região. Enquanto uns estão a poucos passos da cidadania russa, outros estão mais perto da tão desejada integreção na União Europeia. Ursula von der Leyen voltou a Kiev e prometeu uma resposta "na próxima semana" ao pedido de adesão da Ucrânia. Eis os pontos-chave do 108.º dia de guerra.

- A Rússia entregou, este sábado, os primeiros passaportes aos habitantes de Kherson, cidade ocupada pelas tropas de Moscovo no sul da Ucrânia. Putin assinou em maio um decreto que simplificou o processo de requerimento que se concretizou hoje. "Todos os habitantes de Kherson querem obter o passaporte e a cidadania (russa) o mais rápido possível. É uma nova era que se abre para nós", assegurou Vladimir Saldo, chefe da administração pró-russa da região.

- Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, voltou a Kiev para discutir " a reconstrução [da Ucrânia] e o progresso do país no caminho para a Europa". "Queremos apoiar a Ucrânia na sua jornada europeia", disse von der Leyen numa breve conferência de imprensa após o encontro com o Volodymyr Zelensky e prometeu ainda uma resposta "na próxima semana" ao pedido de adesão à União Europeia.

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- Os separatistas pró-russos da autoproclamada República Popular de Lugansk asseguraram, este sábado, que estão a negociar a saída dos civis bloqueados na fábrica de produtos químicos de Azot, em Severodonetsk, com os militares ucranianos que lá se mantêm. Estimativas apontam para 800 civis na fábrica e ainda 300 a 400 militares ucranianos.

- Segundo Biden, Zelenky desvalorizou os alertas dos Estados Unidos quanto a uma invasão russa do seu país. Os Estados Unidos começaram a alertar para os preparativos da invasão muito antes de o Presidente russo anunciar a "operação especial" contra o país. A preparação do presidente ucraniano para a invasão - ou a falta dela - continua a ser uma questão controversa.

- Cerca de 300 mil toneladas de grãos foram destruídos num ataque russo a armazéns em Mykolaiv, no mar Negro, segundo o Ministério da Agricultura ucraniano. As autoridades ucranianas acreditam que a Rússia está a praticar deliberadamente "terrorismo alimentar".

- Os intensos combates continuam em Severodonetsk, de acordo com os serviços secretos britânicos. A ofensiva russa tem estado concentrada nas últimas semanas no Leste da Ucrânia. No relatório diário sobre a situação no terreno, o ministério da Defesa britânico indicou ainda que as forças russas não fizeram progressos no sul da cidade, mas ambos os lados estão provavelmente a sofrer um elevado número de baixas.

- A Rússia vai dar uma resposta "proporcional e adequada" ao aumento das forças da NATO (Organização do Tratado do Atlântico Norte) na Polónia, "visando neutralizar potenciais ameaças à segurança do país", afirmou o diretor do Departamento Europeu do Ministério das Relações Externas da Rússia, Oleg Tiápkin.

- O exército russo disse ter destruído, com mísseis de alta precisão, um local de "supostos mercenários" estrangeiros na região de Kharkiv, no Leste da Ucrânia, informou o Ministério da Defesa russo.

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