Covid-19

Surto em Sydney. Nova Zelândia suspende bolha aérea com Austrália durante dois meses

Surto em Sydney. Nova Zelândia suspende bolha aérea com Austrália durante dois meses

A Nova Zelândia anunciou, esta sexta-feira, a suspensão, durante oito semanas, da bolha aérea que permitia voos sem restrições com a Austrália, após o aparecimento de vários surtos de covid-19 no país vizinho.

A primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, justificou a medida com a necessidade de evitar "um risco para a saúde dos neozelandeses", ao lembrar que na Austrália "há vários surtos, e em diferentes fases de contenção, que obrigaram ao confinamento de três estados".

A medida entra em vigor já esta noite, mas os neozelandeses e residentes permanentes no país terão um prazo de uma semana para regressar a casa, devendo apresentar um teste à covid-19 com resultado negativo.

Os neozelandeses que tenham ficado no estado australiano de Nova Gales do Sul, onde foi detetado um surto com a variante delta, há um mês, deverão ainda fazer quarentena.

A bolha aérea entre os dois países foi lançada em meados de abril, com a possibilidade de a suspender em caso de agravamento da situação epidémica.

Nova Gales do Sul registou 136 novos casos de covid-19, um novo máximo desde o início deste surto, identificado em junho, o que elevou para 1782 o número total de pessoas infetadas.

Sydney, capital regional daquele estado, com 5,3 milhões de habitantes, deverá estar confinada até 30 de julho, para travar a propagação da variante delta, altamente contagiosa. As autoridades regionais mantêm também a população dos estados de Vitória e da Austrália do Sul confinada até dia 27.

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"Emergência nacional"

As autoridades de Nova Gales do Sul consideram que o surto devia ser declarado "emergência nacional", o que permitiria uma maior implicação das autoridades federais na gestão da crise sanitária, defendeu a primeira-ministra de Nova Gales do Sul, Gladys Berejiklian.

A Austrália tem gerido com sucesso a pandemia, com políticas de contenção rápidas e localizadas, mas o lento programa de vacinação contra a covid-19 colocou-a ao nível de países em desenvolvimento, como Belize e Suriname, de acordo com o jornal "The New York Times".

Na quarta-feira, o primeiro-ministro australiano, Scott Morrison, admitiu um atraso de dois meses no calendário de vacinação. As autoridades pretendiam vacinar toda a população até final de outubro, mas os dados atuais indicam que apenas 14% das pessoas com idade igual ou superior a 16 anos receberam as doses necessárias para completar a inoculação.

O país, que fechou as fronteiras em março de 2020, contabilizou pouco mais de 32 mil casos de covid-19 e 915 mortes desde o início da pandemia.

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