Relatório

Novas imagens mostram "perigosa superlotação" de migrantes em centros de detenção nos EUA

Novas imagens mostram "perigosa superlotação" de migrantes em centros de detenção nos EUA

Novas imagens de crianças e adultos migrantes em instalações superlotadas no Texas foram divulgadas na terça-feira como parte de um relatório elaborado por auditores do governo norte-americano.

O relatório em causa, divulgado ontem pelo Gabinete do Inspetor-Geral do Departamento de Segurança Interna dos EUA, adverte para o perigo que constituem as instalações de vários centros de detenção na região de Rio Grande Valley, no sul do Texas, que consideram requerer "atenção e ação imediatas".

"Durante a semana de 10 de junho de 2019, viajámos para Rio Grande Valley, no Texas, e observámos novamente uma perigosa superlotação bem como detenções prolongadas em instalações de controlo fronteiriço que exigem atenção imediata", indica o relatório, que encoraja o Departamento de Segurança Interna a tomar medidas para aliviar a situação. Um documento anterior, divulgado em maio, já tinha alertado para um cenário idêntico nas instalações de El Paso, também no Texas.

Em fotos anexadas no novo relatório, podem ver-se mulheres e crianças em grande número a dormir no chão cobertas apenas por mantas de emergência (de alumínio), com algumas a usar máscaras cirúrgicas. Numa fotografia referente a um centro de detenção masculino em ​​​​​Brownsville, surge um homem a exibir, na janela da cela onde se encontra, um cartão com a palavra "help" ("ajuda") escrita - ver ao lado. Segundo o relatório, e como permite imaginar a imagem, é um dos 88 homens isolados num espaço com capacidade para 41.

Face às conclusões transcritas no documento, o comité de supervisão do Congresso dos EUA anunciou ontem a realização de uma audiência, na próxima semana, sobre a forma como são tratados os imigrantes mantidos em centros de detenção na fronteira sul, na sequência de uma série de relatos de maus-tratos. O congressista democrata Elijah Cummings acusou o governo de Trump de demonstrar "desprezo total" pela "decência humana básica" no tratamento dessas pessoas.

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