Líbia

Novas sanções contra regime de Kadafi

Novas sanções contra regime de Kadafi

A União Europeia aprovou na segunda-feira novas sanções contra o regime de Kadafi, visando desta vez duas entidades económicas que estão directamente ligadas ao líder líbio, anunciou, esta terça-feira, o Ministério dos Negócios Estrangeiros francês.

"A União Europeia (UE) aprovou, a 8 de Agosto, um quinto pacote de medidas restritivas contra Kadafi e os seus elementos mais próximos. Estas sanções visam duas novas entidades económicas que estão ligadas ao regime de Tripoli. Estas medidas vêm assim reforçar o conjunto de sanções internacionais", indicou a porta-voz adjunta do ministério, Christine Fages, durante um encontro com a Comunicação Social.

As medidas abrangem a companhia petrolífera Al-Sharara e o Organismo responsável pelo desenvolvimento dos centros administrativos (ODAC), duas estruturas "directamente ligadas" a Kadafi, indicou a porta-voz.

No total, incluindo as duas novas entidades, 42 pessoas e 49 organizações são actualmente visadas pelas sanções internacionais, acrescentou Christine Fages.

"Estas medidas mostram a determinação da comunidade internacional em manter o isolamento de Tripoli e de acabar com as respectivas receitas", sublinhou.

Concretamente, as sanções comunitárias contra as empresas e sociedades líbias determinam o congelamento de bens, bem como proíbem o procedimento de pagamentos por parte de fornecedores.

Bruxelas já tinha decretado o congelamento de bens e a interdição de visto contra o coronel Kadafi, bem como contra alguns elementos da família do líder líbio e sociedades suspeitas de financiar o regime de Tripoli, como foi o caso da companhia petrolífera nacional NOC.

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Em Maio passado, os 27 Estados membros acordaram igualmente o congelamento dos activos da companhia aérea líbia Afriqiyah.

No mês seguinte, os parceiros comunitários decretaram o congelamento dos activos na Europa de seis autoridades portuárias controladas pelo regime de Tripoli.

Na fase inicial da crise líbia, em meados de Fevereiro, Bruxelas aprovou um embargo à venda de armas e de todos os materiais que pudessem servir os propósitos da repressão.

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