acidentes aéreos

Nove casos em que os pilotos despenharam aviões

Nove casos em que os pilotos despenharam aviões

São poucos os casos em que as autoridades confirmam que um piloto despenhou, de forma deliberada, um avião, num ato simultaneamente suicida e homicida. Conheça os casos que se deram como provados e os que permanecem por apurar.

Voo 9525, França

Esta quinta-feira, as autoridades francesas confirmaram que foi o copiloto do voo 9525 da Germanwings que despenhou o aparelho de forma intencional, nos Alpes, com 150 pessoas a bordo. Andreas Lubitz, de 28 anos, aproveitou uma ausência do piloto, que terá ido à casa de banho, trancou-se no "cockpit" e despenhou o avião. As vítimas morreram de forma "repentina e imediata", disse o procurador francês. O avião fazia a ligação entre Barcelona (Espanha) e Dusseldorf (Alemanha).

Voo TM-470, Namíbia

O comandante do voo TM-470 das Linhas Aéreas de Moçambique, Hermínio dos Santos Fernandes, despenhou intencionalmente a aeronave, provocando a morte de todos os 33 ocupantes, incluindo seis portugueses, em novembro de 2013, na Namíbia. A investigação determinou que o piloto estava sozinho na cabina de comando, quando foi iniciada manualmente uma descida repentina. O copiloto do avião, Grácio Chimuquile, tinha ido à casa de banho.

Voo 990, Egito

Era um voo de rotina entre Nova Iorque (EUA) e o Cairo (Egito), em outubro de 1999. Com 217 pessoas a bordo, caiu no Atlântico. Ninguém sobreviveu. As autoridades egípcias identificaram uma falha mecânica como a causa do acidente, mas os EUA acusaram o piloto de fazer o avião cair intencionalmente.

Voo MH370, Mar de Java

Até hoje, não foi determinada a causa do misterioso desaparecimento do voo MH370, da Malaysia Airlines, no Mar de Java, mas uma das hipóteses levantadas foi a de que o piloto, Zaharie Ahmad Shah, terá mudado a rota do voo intencionalmente. O Boeing 777 fazia a ligação entre Kuala Lumpur (Malásia) e Pequim (China) com 239 pessoas a bordo, quando caiu, em março do ano passado. Ninguém sobreviveu.

Voo MI185, Indonésia

As autoridades indonésias não foram capazes de determinar, sem margem para dúvidas, o que levou o voo MI185, que fazia a ligação entre Jacarta e Singapura, a cair, matando as 104 pessoas a bordo, em dezembro de 1997. Contudo, uma investigação norte-americana apontou como provável a hipótese de o piloto ter, deliberadamente, desligado os gravadores de voo e despenhado o aparelho. Sabe-se que, nesse ano, o piloto atravessou várias dificuldades na sua vida profissional e financeira.

Voo 630, Marrocos

Todas as 44 pessoas a bordo do voo 630 da Royal Air Maroc morreram em agosto de 1994. O avião fazia a ligação entre Agadir Al-Massira e Casablanca. Segundo a investigação, o piloto desligou o piloto automático e despenhou o avião intencionalmente. As conclusões foram contestadas pelo Sindicato de Pilotos Marroquinos, alegando que havia motivos para cometer o crime.

Voo ilegal, Rússia

Em julho de 1994, um engenheiro da Força Aérea russa levantou voo num avião militar roubado da base de Kubinka, despenhando-se assim que o combustível acabou. O piloto morreu, não causando mais vítimas.

Voo ilegal, Colômbia

Um homem de 23 anos roubou o avião militar HS-748 no aeroporto de Bogotá, descolou e, pouco depois, despenhou-se numa zona residencial da cidade. Morreram quatro pessoas. O homem tinha sido recentemente despedido, ao fim de dois anos de trabalho como mecânico no aeroporto. Foi em agosto de 1979.

Voo ilegal, Rússia

Um piloto recentemente divorciado levantou voo ilegalmente desde o aeroporto de Novosibirsk-Severny, na Rússia, fazendo o avião cair na rua onde vivia a sua ex-mulher. O piloto e 11 residentes morreram. A ex-mulher não estava entre as vítimas.