Tsunami

Novo balanço aponta para 429 mortos na Indonésia

Novo balanço aponta para 429 mortos na Indonésia

A chuva intensa dificultou esta terça-feira os trabalhos das equipas de resgate na Indonésia que percorrem o litoral do estreito de Sonda arrasado no sábado por um tsunami.

O último balanço de vítimas aumentou para 429 mortos e 154 desaparecidos.

Com luvas para evitar cortes, uma patrulha de oficiais da Agência Nacional de Gestão de Catástrofes (BNPB) levanta um a um os destroços de madeira e ramos que há três dias formavam uma cabana turística na praia Carita, na parte noroeste da ilha de Java, noticia a agência EFE.

"Hoje, até ao momento, não encontrámos qualquer cadáver. Ontem [segunda-feira] encontrámos dois entre os escombros. Revisitamos a zona para ver se nos escapou algum ou se o mar devolve algum corpo sem vida", declarou à agência espanhola o responsável da brigada, Hawasi, que como muitos indonésios só tem um nome.

O oficial encara como escassas as possibilidades de encontrar algum desaparecido com vida, apesar de acreditar que "os milagres existem".

Centenas de casas humildes ficaram reduzidas a um amontoado de escombros, enquanto os edifícios construídos com melhores materiais suportaram, na maioria, o embate das águas.

A violenta erupção do vulcão Anak Krakatau, a cerca de 50 quilómetros mar dentro desde a praia Carita, provocou na noite de sábado um deslizamento de terra que criou as ondas de dois e três metros de altura e que demoraram 25 minutos a chegar à costa.

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O tsunami surpreendeu muitos visitantes nas praias deste enclave, promovido como destino turístico pelo Governo.

O tsunami ocorreu no sábado à noite, no Estreito de Sunda, entre as ilhas de Java e Sumatra. Os cientistas acreditam que foi provocado pelo deslizamento submarino de terra, causado pela erupção do vulcão Anak Krakatau.

Como não houve um terramoto antes, não originou alertas. Por outro lado, as autoridades confundiram inicialmente o tsunami com uma maré crescente e chegaram a apelar à população para não entrar em pânico.

"Foi um erro, sentimos muito", escreveu na rede social Twitter o porta-voz da Agência Nacional de Gestão de Desastres, Sutopo Purwo Nugroho.

A Associação Médica Indonésia deu conta de que está a enviar mais médicos e equipamentos para o terreno e que muitos dos feridos precisam de tratamento especializado nas áreas de ortopedia e neurocirurgia.

A mesma entidade revelou que a maioria dos pacientes reside na Indonésia.

Este foi o segundo tsunami a atingir a Indonésia este ano, mas o que atingiu a ilha de Celebes em 28 de setembro, em que morreram mais de 1.200 pessoas, foi acompanhado de um forte terramoto.

A Indonésia é o quarto país em número de habitantes e também um dos mais castigados por desastres naturais.

A localização geográfica da Indonésia, no Anel de Fogo do Pacífico, e o número de vulcões ativos no país, mais de cem, tornam a nação propensa a grande atividade sísmica.

O pior tsunami na Indonésia aconteceu em 26 de dezembro de 2004 no norte de Samatra e causou cerca de 230 mil mortes numa dezena de países banhados pelo Oceano Índico, dos quais 168 mil em território indonésio.

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