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Nice

"O camião da morte passou a metros de mim"

"O camião da morte passou a metros de mim"

Dois jornalistas estavam no Passeio dos Ingleses, em Nice, quando ocorreu o ataque que matou cerca de 70 pessoas. O relato do "caos" por quem está habituado a contar as tragédias dos outros.

"O camião da morte passou a metros de mim e nem me apercebi", contou o jornalista do "Nice Matin" Damien Allemand, que estava no local.

"Vi corpo a voar como pinos de bowling à passagem do camião. Ouvi barulhos e gritos que jamais irei esquecer", disse Damien Allemand.

"Estava petrificado. Não me mexi. Segui com os olhos esse "carro fúnebre". À minha volta era só pânico, as pessoas corriam, gritavam, choravam", acrescentou Damien.

Um caos absoluto

Um outro jornalista, da AFP, falou "em caos absoluto" e disse que ouviu muita gente a gritar. "Os destroços voavam por todo o lado e tive de proteger a cara", disse Robert Holloway.

Em declarações à televisão francesa, um homem diz que o ataque ocorreu logo após o fim do fogo-de-artifício. "Era o pânico total. Estava a menos de 50 metros do local. Pus a minha mulher e os meus filhos em segurança e corri em sentido contrário, a ver se podia ajudar", contou.

"O que vi era horrível. Corpos de mulheres esmagados, cheios de sangue, não havia ninguém a socorrer", acrescentou a testemunha.

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