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O coração da baleia azul bate apenas duas vezes por minuto

O coração da baleia azul bate apenas duas vezes por minuto

A revista da Academia Nacional de Ciências do Estados Unidos publicou esta semana um estudo sobre o ritmo cardíaco das baleias azuis. O maior mamífero do mundo pode ter uma frequência cardíaca muito reduzida. Foi a primeira vez que investigadores conseguiram fazer uma análise tão pormenorizada de um "gigante" dos oceanos.

A tarefa dos investigadores não era fácil. Colocar monitores no corpo de uma baleia azul poderia ser uma missão quase impossível. Porém, investigadores da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos conseguiram o feito.

Durante nove horas e através de uma máquina de eletrocardiograma, com ventosas coladas ao corpo do animal, conseguiram medir pela primeira vez a frequência cardíaca das baleias azuis. O aparelho estava envolto num material de plástico, que permitia que fosse colocado no animal de forma não invasiva.

"Primeiro, precisamos encontrar uma baleia azul, o que pode ser muito difícil (...). Ao combinar muitos anos de experiência em campo e um pouco de sorte, posicionamos um pequeno barco insuflável de casco rígido no lado esquerdo da baleia", esclareceu Jeremy Goldbogen, um dos investigadores que liderou o estudo, citado pela agência Reuters.

Os resultados foram impressionantes: o coração de uma baleia azul, cujo peso pode chegar às 200 toneladas, pode apenas bater duas vezes por minuto. O ritmo cardíaco máximo registado no maior animal do mundo foi de 37 batimentos por minuto, segundo a Reuters.

Numa comparação quase inusitada é de realçar que num humano, o batimento cardíaco, em repouso, varia entre 60 a 100 batimentos por minuto. Quando há esforço físico, como uma corrida, o ritmo pode aumentar para os 200 batimentos por minuto. Os mamíferos mais pequenos podem ter até mil batimentos por minuto, como os musaranhos.

Chega-se assim à conclusão que quanto maior for o animal, menor será o ritmo cardíaco.

A baleia azul analisada pelos investigadores foi encontrada na baía de Monterey, na Califórnia, nos Estados Unidos. Cada vez que mergulhava ou surgia à superfície podiam ser registados 25 a 37 batimentos por minuto, já que estava a fazer um esforço físico.

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