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O cumprimento (pouco informal) entre o príncipe saudita e Putin

O cumprimento (pouco informal) entre o príncipe saudita e Putin

Gargalhadas e um aperto de mão enérgico. Foi assim o cumprimento entre o príncipe da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, e o presidente da Rússia, Vladimir Putin, por ocasião da cimeira do G20.

Mohammed bin Salman, príncipe herdeiro da coroa da Arábia Saudita e suspeito de envolvimento no assassínio de Jamal Khashoggi, e o presidente da Rússia, Vladimir Putin, mostraram-se bem-dispostos e cumprimentaram-se efusivamente, antes de se sentarem para um encontro à margem da cimeira do G20, em Buenos Aires, Argentina.

O alegado envolvimento do príncipe saudita no assassínio do jornalista Jamal Khashoggi, em outubro, foi tema da reunião bilateral, mas não dissuadiu o sorriso de ambos para a fotografia protocolar.

Os dirigentes russo e saudita têm um outro interesse estratégico comum, que certamente também terá sido discutido: a queda de preço do petróleo, que preocupa os dois governos.

Mas não será apenas Putin a discutir estes temas com bin Salman, que se tornou uma das figuras mais disputadas para encontros bilaterais na cimeira do G20.

Theresa May, a primeira-ministra britânica, já anunciou que pretende levantar o tema do assassínio de Jamal Khashoggi num encontro com bin Salman.

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O presidente francês, Emmanuel Macron, já teve uma breve conversa com Mohammed bin Salman sobre esse assunto, quinta-feira, à chegada a Buenos Aires. Segundo o gabinete de Macron, o presidente francês transmitiu o desejo dos europeus de "associar especialistas internacionais à investigação" do assassínio do jornalista.

Também o presidente do Canadá, Justin Trudeau, prometeu levantar a questão do crime que vitimou Khashoggi, durante os dias da cimeira. Esta semana, o governo do Canadá impôs sanções a 17 sauditas suspeitos de envolvimento no assassínio, congelando os seus bens e impedindo a sua entrada no país.

Na agenda de reuniões bilaterais com bin Salman não está, contudo, o nome do presidente dos EUA, Donald Trump, que esta semana repetiu não ter "provas concretas" da ligação de Mohammed bin Salman no assassínio e que continua a dizer que a Arábia Saudita é um importante aliado dos EUA.

Trump diz que gostaria de reunir com bin Salman em Buenos Aires, mas confirmou que a reunião bilateral não fora marcada "por falta de tempo".

O presidente da Argentina inaugurou esta sexta-feira a cimeira do G20 com um apelo aos líderes dos países presentes para apoiarem a cooperação internacional e o multilateralismo.

A cimeira vai decorrer, até este sábado, debaixo de um forte dispositivo de segurança.

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