Aviões

O impacto de uma pandemia nos céus de Portugal e do mundo

O impacto de uma pandemia nos céus de Portugal e do mundo

Várias companhias em todo o mundo foram forçadas a suspender ou a reduzir milhares de voos devido à pandemia da Covid-19, resultando numa quebra do tráfego no espaço aéreo.

O JN divulgou esta quarta-feira um gráfico da Eurocontrol que evidencia alterações significativas no espaço aérero entre os dias 29 e 31 de março , mas a descida do número de voos e passageiros já é visível desde que os países entraram em quarentena para impedir a propagação do novo coronavírus.

A 19 de março, a TAP anunciou que ia reduzir a atividade até 23 de abril , sendo que apenas 15 dos cerca de 90 destinos que opera seriam cumpridos.

A companhia aérea portuguesa justificou a decisão com as restrições impostas no combate ao surto da covid-19, mas também com a "acentuada queda da procura" que resultou "numa redução do volume global de tráfego aéreo nas últimas semanas".

Também a Ryanair avançou com um plano de contingência, reduzindo a programação a 80% com a suspensão de todas as viagens a partir de 25 de março . A empresa irlandesa referiu que só iria realizar um número reduzido de voos entre o Reino Unido e a Irlanda, destinados a ligações essenciais.

De acordo com uma análise aos dados do "Flightradar24" efetuada pelo jornal britânico "The Guardian", o número de aviões a uma altitude superior a 50 metros foi reduzido a mais de metade na passada semana, comparativamente a uma semana comum em março do ano passado.

Apesar das medidas adotadas por vários países, milhares de voos continuam a descolar dos aeroportos todos os dias. Os chamados "voos fantasma", ao que apurou o "The Guardian", ainda cumprem os horários estipulados para não perderem o lugar nos aeroportos, embora estejam "quase vazios" . Outra das grandes razões passa pela relutância de alguns governos na restrição de viagens em território nacional.Grande parte dos voos cancelados são internacionais.

Impacto no ambiente

Antes do surto do novo coronavírus, as emissões de carbono provenientes dos aviões aumentavam progressivamente, originando protestos de vários ativistas ambientais, como nos EUA e no Reino Unido.

Em Portugal, a poluição do ar em Lisboa baixou 40% na semana de 25 de março , face à anterior. Deve-se não só à descida das atividades industriais e do trânsito automóvel, mas também à redução do número de aviões e cruzeiros.

A Agência Europeia do Ambiente confirmou "grandes reduções" no âmbito da poluição nas principais cidades europeias devido às medidas de combate ao novo coronavírus.

Em Espanha, Madrid reduziu a 56% os níveis de dióxido de azoto e Barcelona baixou 40% em relação à semana anterior. Os níveis em Milão, Itália, caíram pelo menos 24% nas últimas semanas.

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