Dia 73 de conflito

O misterioso iate apreendido e a libertação dos civis presos na Azovstal

O misterioso iate apreendido e a libertação dos civis presos na Azovstal

Ao 73.ª dia de guerra na Ucrânia, a notícia esperada há semanas. Todas as mulheres, crianças e idosos que estavam presos na fábrica de aço Azovstal, em Mariupol, já foram retirados. Este sábado ficou marcado por vários bombardeamentos nomeadamente em Kharkiv, Odessa e Poltava.

- O líder pró-russo da Crimeia, anexada pela Rússia em 2014, disse que a região de Kherson, no sul da Ucrânia, "foi libertada dos nacionalistas" e "do controlo de Kiev", avançou a agência russa Sputnik.

- O Conselho de Segurança da ONU emitiu a primeira declaração sobre a guerra na Ucrânia, mas absteve-se de usar as palavras "guerra", "conflito" ou "invasão". A declaração "expressa profunda preocupação com a manutenção da paz e segurança da Ucrânia" e expressou "forte apoio" ao secretário-geral António Guterres na busca de uma solução pacífica para a "disputa".

- O conflito na Ucrânia está a causar "pesadas perdas" em algumas das unidades mais capazes da Rússia, afirmou o Ministério da Defesa do Reino Unido.

- Mais de 10 mil supostos crimes de guerra cometidos por forças russas estão atualmente sob investigação, de acordo com o gabinete do procurador-geral da Ucrânia.

- O Ministério da Defesa da Rússia disse que as suas tropas destruíram um grande stock de equipamentos militares dos EUA e de países europeus perto da estação ferroviária de Bohodukhiv, na região de Kharkiv.

- As autoridades do território separatista moldavo da Transnístria denunciaram novos ataques de drones de origem desconhecida. "Quatro engenhos explodiram perto da cidade de Voronkovo, na região de Ribnitsk, no território de um antigo aeródromo", relatou fonte do Ministério do Interior.

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- As autoridades italianas apreenderam, na sexta-feira, um mega iate cuja propriedade é um mistério. Especula-se que possa até pertencer ao presidente russo Vladimir Putin.

- Quase quatro milhões de russos deixaram o país nos primeiros três meses de 2022, mostram estatísticas oficiais publicadas pelo serviço federal de segurança da Rússia (FSB).

- Após semanas de incessantes disparos de artilharia e ataques aéreos, as tropas ucranianas estão "a aguentar-se" num cinturão de cidades na região de Lugansk, de acordo com o chefe da administração militar. Serhiy Hayday disse que a situação era difícil.

- O governo russo realizou um ensaio geral para um desfile militar planeado para comemorar o Dia da Vitória, na segunda-feira.

- O governo ucraniano anunciou, este sábado, que destruiu outro navio russo. O ministério da Defesa afirmou que o Bayraktar TB2 ucraniano atingiu a embarcação de desembarque do projeto Serna.

- Vários mísseis atingiram a cidade portuária de Odessa, no sul da Ucrânia, disse o porta-voz da administração regional, Serhiy Bratchuk.

- Há também registo de ataques com mísseis na região de Sumy, no norte da Ucrânia, informou o governador local, Dmytro Zhyvytskyi. Um guarda de fronteira ficou ferido nos ataques nos municípios de Myropilske e Khotin.

- Um bombardeamento russo destruiu um museu dedicado ao filósofo e poeta do século XVIII, Hryhoriy Skovoroda, na vila ucraniana de Skovorodynivka, disse o governador regional de Kharkiv, Oleh Sinegubov.

- Mulheres, crianças e idosos foram retirados do complexo siderúrgico de Azovstal, em Mariupol, cercado pelas forças russas, disse este sábado a vice-primeira-ministra da Ucrânia.

- O diretor da CIA, principal agência de informações dos EUA, Bill Burns, disse, este sábado, em Washington, que não tem informações que apontem para a utilização pela Rússia de armas nucleares táticas na Ucrânia.

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