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George Floyd

O mundo "começa a mudar agora", diz Biden sobre condenação de ex-polícia

O mundo "começa a mudar agora", diz Biden sobre condenação de ex-polícia

O Presidente dos Estados Unidos Joe Biden transmitiu à família de George Floyd que a condenação pelos três crimes do polícia considerado culpado foi "importante" e "incrível" e que vai trazer mudanças no mundo e na justiça.

Em conversa telefónica, o Presidente norte-americano transmitiu à família desejos de "que se sintam melhor agora".

Apesar de reconhecer que nada vai mudar o que aconteceu ou curar o sofrimento, Joe Biden considerou que "pelo menos há alguma justiça" e que o mundo "começa a mudar agora".

"Vamos fazer muito mais" para abordar o racismo sistémico nos EUA, disse Joe Biden, acentuando cada palavra.

As palavras de Joe Biden foram recebidas com acenos de cabeça pela família de George Floyd e advogado, reunida à volta de um telemóvel em Minneapolis, momentos depois do anúncio da condenação do ex-polícia Derek Chauvin, que estava em julgamento desde início do mês, respondendo por ações que em 29 de maio de 2020 mataram o homem afro-americano, asfixiado, com um joelho sobre o pescoço, durante nove minutos.

O Presidente contou à família que esteve atento a "ver cada segundo", junto com a vice-Presidente Kamala Harris e que se tratou de algo "incrível".

Kamala Harris concordou tratar-se de "justiça na América" e mostrou admiração pela "coragem da família inteira" e por tudo o que "sacrificou", declarando que a família Floyd foi "líder" em exigir justiça e não aceitar derrotas.

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"A vossa família mostrou serem verdadeiros líderes neste momento em que precisamos", disse Kamala Harris.

"Em nome e memória de George", a vice-Presidente dos EUA prometeu manter o "legado intacto".

O ex-agente policial norte-americano Derek Chauvin foi hoje considerado culpado de todas as acusações no julgamento do homicídio do afro-americano George Floyd: homicídio em segundo grau, homicídio em terceiro grau e homicídio por negligência.

Como não tem antecedentes criminais, Chauvin deverá cumprir um máximo de 12 anos e meio de prisão por cada uma das duas primeiras acusações e a quatro anos de prisão pela terceira.

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