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O mundo das meninas que não são Malala

O mundo das meninas que não são Malala

Malala Yousafzai tem a atenção do Mundo. Sobreviveu a uma bala talibã por lutar pelo direito à educação das meninas. Mas há milhões de "Malalas" que não se ouvem, não se veem, que já nem existem.

Esta sexta-feira, na segunda vez em que se assinala o Dia Internacional das Meninas, revelam-se estudos arrasadores sobre o que é, afinal, nascer mulher.

As mulheres e as meninas têm 14 vezes mais probabilidade de morrer numa situação de desastre ou conflito do que os homens e os meninos. A conclusão é de um estudo da Plan Internacional, uma Organização Não Governamental espanhola, e foi citado pelo jornal "El Mundo". A conclusão é reforçada por uma investigação britânica da London School of Economics, que verificou que os meninos acabam por ter maior prioridade nas operações de resgate.

Quando falta comida, as meninas comem menos e os meninos comem mais. Parte-se do princípio de que eles precisam de mais alimento, porque têm mais energia do que elas.

As que conseguem sobreviver a situações de grave adversidade têm, quase sempre, o resto da sua vida comprometida. Com idades entre os 10 e os 19 anos são obrigadas a prostituírem-se em troca de dinheiro, comida ou abrigo.

Em alguns países, "as meninas são vistas como uma riqueza familiar, porque podem ser trocadas por dinheiro ou comida. São mão de obra barata e estão proibidas de contestar os seus pais", disse um rapaz do Zimbabué à Plan Internacional.