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O que mudou nos EUA além de Trump

O que mudou nos EUA além de Trump

Trump não foi a única escolha que os Estados Unidos fizeram na terça-feira. O uso recreativo da marijuana, o suicídio medicamente assistido, o controlo de armas e o salário mínimo também foram a votos.

Legalização da marijuana

Os eleitores da Califórnia, Maine, Massachusetts e Nevada votaram a favor de legalizar o uso recreativo da canábis. No Arkansas, na Florida e no Dakota do Norte, os votantes decidiram tornar a droga disponível para uso medicinal. E foi para esse mesmo propósito, que o Montana eliminou restrições. O Arizona foi o único estado a recusar, por completo, a aprovação de quaisquer medidas.

Mais de 20% dos norte-americanos vivem agora em estados onde o uso de marijuana para adultos é legal, mais 5% que antes do dia da eleição.

Colorado e Washington foram os primeiros estados a legalizar a marijuana para efeitos recreativos, em 2012, abrindo o caminho ao Oregon e ao Alaska, que se seguiram.

Salário mínimo

Arizona, Colorado, Maine e Washington votaram para aumentar o salário mínimo para, pelo menos, 12 dólares (10,9 euros) por hora até 2020. A tentativa do Dakota do Sul de validar uma iniciativa que visava reduzir o salário mínimo para os trabalhadores com menos de 18 anos foi amplamente rejeitada.

Controlo de armas

Um grupo de estados votou sim à imposição de medidas mais restritas à compra de armas e munições. Na Califórnia, os eleitores aprovaram um referendo multifacetado que requer a verificação de antecedentes para a compra de munições, e que proíbe depósitos de mais de dez munições. Os californianos decidiram também a favor de multas para quem não reportar a perda ou furto das suas armas, e permitiram ainda a aplicação da lei para confiscar armas de réus condenados.

O Nevada aprovou a verificação de cadastro em vendas privadas de armas, com a exceção de vendas entre membros da mesma família. Uma proposta semelhante foi rejeitada pelos eleitores do estado do Maine.

Em Washington, em plena capital dos E.U.A., os eleitores apoiaram uma medida que permite que os juízes proíbam os indivíduos por eles considerados uma ameaça de possuírem uma arma.

Padrões de género e origem em órgãos oficiais

O Nevada elegeu a primeira senadora latina de toda a nação e a primeira senadora do estado, ao votar em Catherine Cortez Masto, neta de uma imigrante mexicana.

A Califórnia elegeu a general Kamala Harris, filha de mãe indiana e pai com origens jamaicanas, para o Senado. Harris é a primeira mulher birracial e a primeira norte-americana com ascendência indiana a servir o Senado. Até agora, só houve uma mulher negra a ser senadora, Carol Moseley Braun.

A congressista democrata do Illinois Tammy Duckworth, com origens asiáticas, vai ser a primeira mulher no Senado a ter servido em combate. Duckworth perdeu ambas as pernas num ataque de granada durante a guerra do Iraque.

A Florida enviou Stephany Murphy para a Câmara dos Representantes, tornando-a na primeira americo-vietnamita a ser eleita para o Congresso. O Minnesota elegeu Ilhan Omar, a primeira somali muçulmana a ser eleita para o mesmo órgão, que foi para os Estados Unidos há 24 anos como refugiada.

Suicídio medicamente assistido

O Colorado é agora o sexto estado norte-americano a aprovar, com dois terços dos eleitores, a morte medicamente assistida, que permite aos adultos que sofrem de doença terminal pôr fim à vida, com prescrição médica.

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