Marvin Gaye, Beatles e The Police

O que os recuperados da Covid-19 ouvem nos hospitais de Nova Iorque

O que os recuperados da Covid-19 ouvem nos hospitais de Nova Iorque

Hospitais de Nova Iorque tocam temas de esperança aos doentes recuperados do novo coronavírus. A ideia é celebrar a vitória na batalha da Covid-19 e devolver o ânimo aos pacientes. A ideia tem sido replicada por todo o país.

Nos 11 dias que passou a lutar contra a Covid-19 no Hospital Montefiore Nyack, em Nova Iorque, havia uma coisa que Mark Schwarz não conseguiu descobrir. "Ocasionalmente, ao longo dos dias, começava a ouvir músicas perguntava a si mesmo: "O que é isto?'".

A partilha é feita pelo próprio num relato ao "The New York Times". Schwarz, de 54 anos, na última terça-feira. Na segunda-feira, quando finalmente chegou a hora de Schwarz teve alta, constatou por si mesmo o porquê das canções: "Here Comes the Sun" dos Beatles tocou pelos corredores do hospital para comemorar o momento da sua alta.

Muitos escolheram "Here Comes the Sun". Há que encontrar alegria em tempos difíceis. Quando as músicas são tocadas, não é apenas um tributo à resiliência do paciente, mas também um hino de afirmação para os profissionais médicos: em turnos longos, com poucos momentos positivos. Afinal, é mais uma vida salva.

Alguns hospitais optam por opções sonoras de acordo com o momento. Por exemplo, quando um paciente abandona um ventilador no hospital Mount Sinai South Nassau, em Oceanside, Nova Iorque, a equipa do hospital usa o tema "Breathe" de Anna Nalick. Já em Long Island, no Hospital Mather, em Port Jefferson, é o "Every Breath You Take" dos The Police que se ouve.

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Natoushka Trenard, diretora dos cuidados intensivos do Metropolitan Hospital Center disse que já era habitual haver música quando um bebé nasce. Agora, acrescenta, desintubar um paciente "parece milagroso".

Karla, de 16 anos, também ouviu "Here Comes the Sun" quando foi retirada da máquina de suporte de vida. Quando ela recebeu alta no domingo, a equipa deu-lhe alta ao som de "Ain't No Mountain High Enough" de Marvin Gaye. "Perdemos alguns pacientes e tivemos algumas vitórias", comentou o médico da Karla, James Schneider.

A música serve como um lembrete, acrescentou, que "há esperança e valor no que fazemos e, apesar dos desafios que enfrentamos juntos como um grupo no último mês, não há montanha alta o suficiente. Nós vamos superar", rematou o médico.

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