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O sangue "impuro" do Nepal já levou um homem à prisão

O sangue "impuro" do Nepal já levou um homem à prisão

A justiça nepalesa efetuou a primeira detenção de sempre relacionada com a prática de "chhaupadi", um tabu que atinge as mulheres menstruadas do país e que dita o seu exílio em casebres ou abrigos de animais para que mantenham a impureza longe, sobretudo dos homens.

Parwati Budha Rawat, 21 anos e recém-casada, foi encontrada morta dentro de uma barraca sem janelas, a 100 metros da casa da família, na região de Achham, zona leste do Nepal, país onde todas as latitudes ainda vão preservando a crença de que o sangue menstrual da mulher é sujo e impuro. Aconteceu no início de dezembro, quando à noite os termómetros baixam para menos de 10 graus: Parwati morreu asfixiada pelo fumo de uma fogueira que tinha acendido para se manter aquecida, na cabana onde dormia havia três noites.

A morte, a quinta noticiada este ano pelos mesmos motivos, levou, pela primeira vez desde que há registos, à detenção de uma pessoa. Um homem, cunhado da vítima, que a terá forçado a dormir fora de casa, e que ficará preso durante 25 dias antes de ser julgado. O marido da jovem, com quem casara 18 meses antes, estava na Índia a trabalhar quando o caso aconteceu, escreve o "The Guardian".

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