Síria

Obama avisa que ação militar na Síria ainda está sobre a mesa

Obama avisa que ação militar na Síria ainda está sobre a mesa

O presidente norte-americano, Barack Obama, alertou este sábado que a opção militar na Síria ainda está sobre a mesa e pediu à comunidade internacional que se mantenha pronta a agir caso a via diplomática falhe.

"Temos de ver ações concretas que demonstrem que [o presidente sírio Bashar al-] Assad pretende seriamente desistir das suas armas químicas", disse Obama na sua declaração semanal.

"Uma vez que este plano só emergiu com uma ameaça credível de uma ação militar norte-americana, nós vamos manter a nossa posição militar na região para manter a pressão sobre o regime de Assad", acrescentou Obama, avisando: "Se a diplomacia falhar, os EUA e a comunidade internacional devem continuar prontos a agir".

Na terça-feira, o presidente norte-americano, Barack Obama, anunciou ter pedido ao congresso que suspendesse a discussão de uma resolução sobre uma intervenção militar na Síria e aceitou dar uma hipótese à diplomacia, enquanto os Russos, aliados do regime de Bashar al-Assad, propuseram colocar o arsenal químico sírio sob controlo internacional para ser destruído.

Os chefes das diplomacias russa e norte-americana, Serguei Lavrov e John Kerry, reúnem-se hoje, pelo terceiro dia consecutivo, para delinear um plano de controlo do arsenal químico sírio.

"Estamos a deixar claro que esta não pode ser uma tática para ganhar tempo", disse Obama sobre as negociações em Genebra.

Para Obama, qualquer acordo deve assegurar que a Rússia e a Síria mantêm os seus compromissos: "Trabalhar para colocar as armas químicas sírias sob controlo internacional e em última instância destruí-las".

"Isto permitiria que alcançássemos o nosso objetivo - prevenir a utilização de armas químicas pelo regime sírio, degradar a sua capacidade de usá-las e deixar claro perante o mundo que não toleraremos o seu uso", afirmou.

De acordo com as Nações Unidas, o conflito na Síria - em que a contestação popular ao regime degenerou em guerra civil - fez mais de 100 mil mortos desde 2011 e perto de dois milhões de refugiados, que têm sido acolhidos sobretudo na Jordânia, Turquia e Líbano.

Os EUA estimam que a Síria possua mil toneladas de vários agentes químicos, incluindo gás mostarda e gás sarin.